DESCASO NA SAÚDE

Paraplégico em estado grave, denuncia “abandono” na Santa Casa de Cuiabá

Foto: Reprodução

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O paciente Lucenis Maciel Nabau, de 42 anos, procurou à reportagem do Diário Digital MT para denunciar o descaso que a Santa Casa de Cuiabá – administrada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), vem imputando ao seu quadro clínico de saúde.

À reportagem, o paciente que revelou ser paraplégico desde os 23 anos, quando foi baleado no emprego de vigilante, explicou que há 60 dias aguarda transferência para o Hospital Municipal de Cuiabá – HMC para ser submetido à procedimentos e especialidades que incluem biópsia de osso, hiperbárica, cirurgia geral e infectologista.

A necessidade, conforme contou, se deu por conta de uma queda pós -cirúrgica, ocorrida dias após o procedimento realizado no antigo Pronto Socorro de Cuiabá.

“Eu tive uma queda da cadeira de rodas após a cirurgia e abriu uma ferida. Voltei ao pronto socorro, mas não me aceitaram mais lá. A ferida foi arruinando, minha bolsa d’água furou e aí a ferida abriu ainda mais. Fui para Upa Leblon e me mandaram pra cá, desde então já estou há 60 dias aguardando transferência”, explicou.

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Devido à longa espera, o corpo do paciente está tomado por escaras (úlceras na pele e no tecido subjacente resultante da pressão prolongada sobre a pele). As feridas, segundo o paciente, não estão recebendo curativos e nem tratamento para diminuí-las e evitar o aparecimento de novas. O fato tem ocasionado mais infecções e agravado ainda mais o quadro de saúde de Lucenis.

“Eu não tenho ninguém por mim, nem família e nem acompanhante e estou jogado aqui sem receber o atendimento adequado. Meu corpo está só enchendo ainda mais de feridas. Estou sangrando para todo lado. E tudo que tenho recebido é antibiótico e incerteza do que acontecerá comigo”, desabafou.

Lucenis ainda revelou que tem sofrido represália por tentar buscar ajuda, junto à veículos de comunicação.

“O G1 fez uma matéria comigo, e o pessoal aqui ficou com muita raiva de mim e me deixaram dois dias sem medicamentos. Fiquei completamente jogado e com muita dor. Estou com medo agora, mas preciso de ajuda, não tenho ninguém por mim. Preciso de atendimento digno para eu me curar”, enfatizou.

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AJUDA:

Lucenis revelou ainda à nossa reportagem que está precisando de ajuda com insumos básicos para o dia a dia, como material de higiene pessoal e fraldas.

“Estou sem nada aqui. Sem sabonete, sem creme dental, coisas de higiene e também sem fraldas. Quem tiver condições de me ajudar vai ser muito bem vindo e uma benção, pode procurar o hospital e deixar a doação em meu nome”, finalizou.

O Diário Digital MT solicitou respostas da SES sobre o assunto, mas até o fechamento da matéria não obteve resposta. A nossa reportagem reforça que permanece com o espaço aberto para que a secretaria se posicione sobre a denúncia.

Fonte: Site Diario Digital MT

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