INGERÊNCIA

Remédio essencial falta no Hospital Municipal de Cuiabá

Luiz Alves

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O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), gerido pelo Gabinete de Intervenção do Estado na Saúde, chegou a ficar sem o Alteplase, medicamento usado para tratar pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico. Se administrado nas 4 primeiras horas e meia após os sintomas, o remédio pode reduzir sequelas e mortalidade de pessoas acometidas pela doença.

Denúncia da falta do Alteplase foi confirmada por profissionais da unidade, que preferem não se identificar, com medo de represálias. No final da tarde de ontem, após a denúncia, o vereador Kero Kero fez uma fiscalização na unidade e afirmou que haviam duas caixas do medicamento.

Um paciente que deu entrada na semana passada no HMC segue hospitalizado em estado grave, com grandes chances de déficit neurológico permanente em razão da desassistência pela terapia médica atual, usada para diminuir o coágulo, por meio da Alteplase.

Denúncia aponta ainda que uma profissional que trabalhava na área da hemodinâmica do hospital, usada para diagnosticar e tratar pacientes com AVC, foi transferida para a enfermaria pois estava sem função no setor, em razão da falta do medicamento.

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“Na segunda-feira (20), dois pacientes deram entrada na urgência e emergência com AVC. Não sei se a situação deles é a mesma desse outro paciente que estava dentro da janela de tempo para utilizar a Alteplase e não utilizou por falta do medicamento. Estamos apreensivos, com medo deles não serem salvos”, disse um funcionário.

Uma outra funcionária destaca que estava faltando insumos básicos na unidade. “Desde esparadrapo aos mais complexos como Alteplase e anestésico”. Segundo a funcionária, a falta de anestésico impactou no atendimento. “Todos os procedimentos foram atrasados”.

Neurologista há 20 anos, Wladimir Malheiros explica que existem dois protocolos de atendimento em casos de AVC isquêmico, que são quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem.

“Trata-se da Trombólise Endovenosa (Alteplase), que dissolve com a medicação o coágulo. Nesse caso, o paciente deve receber o medicamento com até 4 horas e meia. Já o tratamento endovascular via Trombectomia Mecânica é indicada para oclusões de grandes vasos e com janela mais longa de tempo, após 4 horas e meia”.

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Procurado, o Gabinete Estadual de Intervenção na Saúde de Cuiabá informou que não procede à denúncia de falta do medicamento no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). “Esclarecemos ainda que não houve registro de paciente que precisasse do medicamento. Caso tenha o nome ou número do protocolo desse paciente específico, nos encaminhe”.

 

Fonte: Gazeta Digital

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