Os vereadores Dilemário Alencar e Michelly Alencar, de Cuiabá, têm atraído atenção recentemente, mas infelizmente, não é pelo desenvolvimento de projetos relevantes para a cidade, mas sim pelas críticas frequentes à gestão municipal e pela incerteza em relação ao seu futuro político. Ambos têm se destacado mais nas redes sociais do que na Câmara Municipal, deixando dúvidas sobre sua capacidade de serem reeleitos, especialmente considerando as mudanças partidárias que têm sido discutidas.
Dilemário Alencar, apesar de seu papel como vereador, parece ter se concentrado mais em apontar falhas na administração municipal, através de vídeos nas redes sociais, do que em criar propostas concretas para melhorar a vida dos cidadãos cuiabanos. Embora a fiscalização seja uma parte importante do trabalho de um vereador, a construção de soluções e a apresentação de projetos relevantes são igualmente cruciais. Essa falta de envolvimento efetivo pode prejudicar sua imagem perante os eleitores, que esperam mais do que apenas críticas.
Além disso, a possível mudança de partido por Dilemário Alencar para tentar garantir a reeleição levanta questões sobre seu compromisso com uma ideologia política e sua busca por oportunidades pessoais em detrimento do interesse público. Isso pode minar ainda mais a confiança do eleitorado.
Michelly Alencar, por sua vez, conquistou uma cadeira na Câmara Municipal de Cuiabá com o apoio incondicional do governador e da primeira-dama. No entanto, essa relação política aparentemente azedou, deixando dúvidas sobre como ela irá se reeleger sem o suporte da máquina do estado. A dependência excessiva de apoio político externo também levanta preocupações sobre sua independência e capacidade de tomar decisões em prol dos interesses dos cidadãos de Cuiabá, sem influências externas.
Em tempos de polarização política e crescente demanda por representantes comprometidos com as necessidades da comunidade, os eleitores podem começar a questionar a eficácia e a dedicação desses vereadores à cidade de Cuiabá. A falta de projetos relevantes, o enfoque excessivo nas redes sociais e as especulações sobre mudanças de partido não contribuem para uma imagem positiva.



















