Os desmoronamentos que ocorrem no paredão do Portão do Inferno e têm causado transtornos por quem trafega pela MT-251, que opera no sistema ‘pare e siga’ e tem sido constantemente fechada, já eram de conhecimento dos órgãos do Governo do Estado desde 2022. Na ocasião, a Metamat (Companhia Matogrossense de Mineração) realizou um estudo com objetivo de prevenir tragédias como a de Capitólio, em Minas Gerais.
Num relatório de 44 páginas, contendo fotos e detalhes de todo trecho, incluindo a rodovia, ponte sobre o ‘penhasco’, entre outros, apontou que ali havia o mais alto risco de desmoronamento. “Este é o ponto mais importante do trabalho. Os graus de probabilidade de ocorrências de eventos de risco, baseado naqueles estabelecidos na proposta do Ministério das Cidades e &IPT (2004 e 2007), e nos dados e parâmetros obtidos, apresentados e analisados neste relatório, permite classificar o sitio do Portão do Inferno como de Grau de Probabilidade R4, o que significa uma condição de muito alto risco”, conclui o relatório.
No relatório, é destacado que um ‘erro’ na construção da rodovia prejudica a situação. “Por ser mal planejada e executada, a rede de drenagem que flui em direção ao Portão do Inferno foi canalizada para passar por baixo da rodovia, o que de certa forma coloca em risco as estruturas de sustentação, associado a mais um fator de risco, no caso um táxon de categoria seis: erosão”, afirma.
Além disso, excesso de chuvas e a grande movimentação de veículos na região contribuem para que as rochas se desprendam e causem os desmoronamentos. Na pista, segundo relatório, já eram observadas rachaduras, assim como o deslocamento do guarda-copo do precipício.
“A parte da encosta onde foi fixada a estrutura principal da rodovia que se situa abaixo do leito da rodovia, está exposta a processos hidrogeológicos e hídricos, como erosão laminar, intemperismo e enxurradas, que pode vir a comprometer as fundações dessa obra de sustentação da estrada, isto posto que não temos conhecimento de vistorias técnicas para avaliar a estabilidade dessa obra de engenharia, ainda mais por ela se encontrar em local de difícil acesso”, segue o relatório.
Com a conclusão pelo alto grau de risco de tragédia, algumas orientações foram dadas ao poder público para avistar tragédias como a de Capitólio.
Na área estrutural, o relatório indicou que deveriam ser feitos: Obras de contenção, proteção de superfície, sistema de alerta e monitoramento, demanda de conhecimento técnico, profissional especializado em obras de estabilização de taludes, sistemas de micro e macro drenagem, relocação da rodovia (talvez a mais recomendada devido a presumível intensificação do trafego de veículos, com o crescimento das cidades.
Já as políticas-públicas a serem adotadas, que não contemplam as obras, foram feitas as seguintes sugestões:
Planejamento e gerenciamentos de emergências,
• Campanha de conscientização
• Conhecimento do meio físico,
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• Planejamento do uso do solo
• Capacitação e formação de núcleos comunitários (capacitar técnicos municipais
para realizar o mapeamento e o gerenciamento de áreas de risco);
• Material didático (cartilhas, folhelhos)
• Modelo de Gestão de Risco;
Fortalecer a Defesa Civil e o Controle Urbano com ampliação e
capacitação dos quadros técnicos, da melhoria das condições de
infraestrutura e do respaldo político da gestão municipal;
Atualizar o mapeamento das áreas de risco e propor medidas de
mitigação e redução de risco;
Garantir o monitoramento dos setores de risco alto e muito alto e atualizar
sistematicamente os dados obtidos desses setores;
Considerar a redução de risco nos Planos Diretores Municipais;
Realizar ações de conscientização da população para os problemas da
área de risco;
Montar planos de Contingencia para o período de chuva (implantação de
pluviômetros nas áreas de risco);
Elaborar o Plano Municipal de Redução de Riscos para planejar as
intervenções necessárias.
Fonte: Isto é Notícia





















