OPERAÇÃO

CORRUPÇÃO NO JUDICIÁRIO: Empresário foragido e extorsão no Judiciário de MS são alvos da Operação Ultima Ratio

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Empresário Andreson de Oliveira Gonçalves, que atuava como lobista em um esquema investigado e envolvendo o advogado Roberto Zampieri é um dos alvos da Operação Ultima Ratio, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (24) e que investiga corrupção em vendas de decisões judiciais, lavagem de dinheiro, organização criminosa e extorsão no Judiciário de Mato Grosso do Sul.

Conforme apuração, quando a equipe da PF chegou na casa dele, no condomínio de luxo Alphaville, nas primeiras horas da manhã, já não encontrou ninguém. Foi necessário pular o muro da residência e acionar um chaveiro.

Andreson, empresário do ramo de transporte de cargas, é ‘amigo’ do advogado Roberto Zampieri, assassinado na porta do escritório, em dezembro de 2023, em Cuiabá. No começo do mês, a reportagem da Revista Veja divulgou um esquema evolvendo os dois.

O suposto esquema foi descoberto após perícia no celular de Zampieri, encontrado em seu carro, próximo ao corpo. A família tentou impedir que o aparelho fosse periciado. Na matéria da Veja é apontado que o advogado captava clientes que teriam interesse em processos que tramitavam no STJ.

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Além disso, a revista divulgou que no celular do advogado a polícia encontrou áudios, mensagens e documentos que revelam a existência do esquema de venda de sentenças.

 

Operação Ultima Ratio

 

De acordo com as informações da PF, ao todo, são 44 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além de Cuiabá, os alvos estão em Campo Grande (MS), Brasília (DF) e São Paulo (SP).

Já em Mato Grosso do Sul, o STJ afastou 5 desembargadores, entre eles, está o presidente do Tribunal de Justiça de MS, Sérgio Fernandes Martins. A decisão vale por 180 dias.

Operação desta quinta é um desdobramento da Operação Mineração de Ouro, deflagrada em 2021, onde foram apreendidos materiais com indícios das práticas criminosas.

O STJ determinou o afastamento do exercício das funções públicas de servidores, a proibição de acesso às dependências de órgão público, a vedação de comunicação com pessoas investigadas e a colocação de equipamento de monitoramento eletrônico.

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