O senador Jayme Campos (União Brasil) reafirmou sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso, na quarta-feira (1º), após contato com o colega Davi Alcolumbre (União-AP).
Em entrevista à TV BandNews, o parlamentar revelou que obteve o “apoio declarado” do presidente do Senado às articulações que visam efetivar ser projeto político de disputar o Palácio Paiaguás, nas eleições de outubro.
Jayme Campos considerou a manifestação importante e interpetrou isso como uma demonstração de que, dentro do União – sobretudo, em Mato Grosso -, há um sentimento sobre a necessidade de o partido lançar candidato próprio ao comando do Executivo.
Isso, segundo ele, não ocorre apenas em Mato Grosso, mas em outros estados, onde os nomes colocados têm viabilidade eleitoral.
“Vou disputar as convenções do meu partido, colocar minha candidatura para o povo de Mato Grosso, como já venho fazendo há muitos meses. Tenho convicção de que este processo é saudável para a democracia. Vamos, eu e o povo, vencer as eleições de outubro, para fazer um governo diferente, ainda melhor e mais inclusivo para todos, sem deixar ninguém para trás”, afirmou.
Jayme tem enfrentado resistência dentro do União no Estado, notadamente da parte do grupo político comandado pelo ex-governador Mauro Mendes.
O ex-chefe do Palácio Paiaguás é patrono da pré-candidatura do seu sucessor, Otaviano Pivetta (Republicanos), à reeleição.
Ele tem defendido que Jayme dispute a reeleição ao Senado, no contexto da Federação União Progressista (União-PP), que tem o próprio Mauro como pré-candidato a senador.
O União fará sua convenção no dia 4 de agosto.
MICROEMPREENDEDORES – Na entrevista à BandNews, Jayme Campos falou de projeto de sua autoria, apresentado e aprovado por unanimidade no Senado, em 2001 – em tramitação na Câmara dos Deputados -, que altera os valores praticados pelas MEIs (Microempresas Individuais).
O projeto tem similaridade com outro encaminhado ao Congresso, nesta semana, pelo presidente Lula (PT).
Jayme Campos pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que articulasse junto ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), no sentido de que o projeto do Planalto seja inserido no corpo da proposta original, que é de sua autoria.
Ele defendeu o consenso diante de algumas emendas dos deputados que trabalham para que a proposta seja ampliada também para as empresas, e não apenas as microempresas.
A proposta de Jayme é o Projeto de Lei Complementar 108/2021, que aumenta o faturamento dos atuais R$ 81 mil anuais para R$ 144 mil anuais, além da possibilidade de contratação de até dois funcionários.
Ele foi apresentado há cinco anos, em julho de 2021, aprovado no Senado, após um mês e encaminhado à Câmara dos Deputados, onde aguarda deliberação no Plenário.
O teor do projeto do Governo é praticamente o mesmo, com a diferença de que o aumento seria escalonado: em 2027 o teto passaria para R$ 110 mil anuais e, em 2028, para R$ 140 mil.



















