TENTATIVA DE GOLPE

Bolsonaro discutiu ‘ruptura’ com cúpula militar, segundo depoimentos; entenda

Comandante da aeronautica diz que general Marco Antônio Freire Gomes ameaçou prender Bolsonaro

publicidade

Os ex-comandantes da Aeronáutica e do Exército, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior, e general Freire Gomes, disseram à Polícia Federal que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) consultou os comandantes militares sobre medidas para se manter no poder mesmo após ter perdido as eleições.

As afirmações foram feitas em depoimentos na operação Tempus Veritatis, que investiga tentativa de golpe após as eleições de 2022. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes levantou o sigilo sobre os testemunhos nesta sexta (15/3).

Segundo os depoimentos, tanto Baptista Júnior quanto Freire Gomes afirmaram que se colocaram contra o que classificaram como “ruptura do regime democrático” e chegaram a alertar sobre a possibilidade de que, se Bolsonaro tomasse alguma medida neste sentido, ele poderia ser responsabilizado criminalmente.

Detalhes sobre os relatos dos militares tinham sido vazados para a imprensa nos últimos dias. Em sua decisão para divulgar o conteúdo na íntegra, Moraes afirmou que liberou os depoimentos porque as informações publicadas por veículos jornalísticos estavam “incompletas”. O resto do inquérito continua sob sigilo.

Leia Também:  Seciteci doa 572 computadores e recolhe 168 toneladas de lixo eletrônico em 2024

A operação se debruça sobre evidências obtidas pela PF de que Bolsonaro teria envolvimento na elaboração de uma minuta de decreto de Estado de Defesa com medidas para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e manter-se no poder.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade