DISPUTA

Sem consenso, câmara de Cuiabá adia sessão sobre presidência da CCJ

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A sessão extraordinária da Câmara Municipal de Cuiabá, marcada para discutir mudanças nas comissões legislativas, foi adiada após divergências em torno da indicação da vereadora Samantha Íris (PL) como presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O anúncio foi feito nesta sexta-feira (3).

Samantha Íris, esposa do prefeito Abilio Brunini (PL), enfrenta forte resistência de líderes partidários na Casa. Entre os nomes cotados para a presidência da CCJ estão também Daniel Monteiro (Republicanos) e Marcrean Santos (MDB).

A definição da presidência cabe ao Colégio de Líderes, composto pelos representantes dos partidos com assento na Câmara. Cada líder indica seu voto para a composição da comissão, que possui dois outros cargos além da presidência.

Entre os opositores à indicação de Samantha, Eduardo Magalhães, líder do Republicanos, defende Daniel Monteiro como presidente. Magalhães, apesar de integrar a base de apoio ao prefeito Abilio, critica a possibilidade de a vereadora e primeira-dama ocupar o principal posto da CCJ.

Outro postulante, Marcrean Santos, ex-secretário da gestão de Emanuel Pinheiro (MDB), tem buscado apoio para viabilizar sua candidatura. Santos rompeu com o grupo político de Emanuel e apoiou Paula Calil na eleição para a Mesa Diretora da Câmara.

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Apoios divididos

Samantha Íris conta com o apoio dos líderes Dr. Mara (Podemos), Dilemário Alencar (União) e Coronel Dias (Cidadania).

Já Daniel Monteiro é respaldado por Eduardo Magalhães (Republicanos), Demilson Nogueira (PP) e Maria Avallone (PSDB).

Um terceiro bloco, formado por líderes da oposição ou independentes, ainda não definiu uma posição. Este grupo inclui Jefferson Siqueira (PSD), Kero Kero (PMB), Adevair Cabral (Solidariedade), Marcus Brito Jr. (PV) e o próprio Marcrean Santos.

Contexto político

A disputa pela presidência da CCJ reflete a fragmentação política dentro da Câmara de Cuiabá. A comissão, uma das mais importantes do Legislativo, é responsável por analisar a constitucionalidade e legalidade dos projetos antes de sua tramitação no plenário.

A indefinição sobre a presidência da CCJ ilustra a complexidade das alianças políticas e os desafios para a gestão do prefeito Abilio Brunini, especialmente no relacionamento com a base aliada.

A nova data para a sessão extraordinária ainda não foi anunciada. (com informações VGN)

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