Vereador afastado Sargento Joelson tinha ciência de repasses suspeitos de R$ 280 mil, revelam mensagens apreendidas

Dilemário se cala diante do esquema de propina de seus aliados. Quem mais sabia? Vereador Joelson tinha ciência dos repasses, revelam mensagens

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Escândalo expõe esquema de transferências via Pix para assessor; aliados se calam diante das provas

CUIABÁ – A Polícia Civil de Mato Grosso apreendeu uma sequência estarrecedora de prints de WhatsApp que comprovam o envolvimento do vereador afastado Joelson Fernandes, o Sargento Joelson, em um esquema de repasses suspeitos que totalizam pelo menos R$ 280 mil. As mensagens trocadas em seu próprio celular revelam transferencia via pix para um assessor ligado ao parlamentar, com valores que chegam a R$ 50 mil em uma única transação.

Os comprovantes de depósito, encontrados nas conversas do vereador, mostram não apenas seu conhecimento sobre os repasses, mas também sua possível coordenação. Em uma das trocas, Joelson confirma recebimento e orienta sobre os valores, desmontando sua imagem de defensor da moralidade pública. Até pouco tempo, o parlamentar se apresentava como um paladino anticorrupção – discurso que ruiu diante das evidências.

O silêncio que denuncia

Enquanto as provas se acumulam, chama a atenção o mutismo do vereador Dilemário Alencar, líder do governo Abílio Brunini na Câmara Municipal e conhecido por sua retórica em defesa da “ética na política”. Aliado próximo de Joelson, Dilemário desapareceu da cena pública após o escândalo: não emitiu notas, não concedeu entrevistas e tampouco se manifestou sobre os desvios que teriam ocorrido sob o nariz da base governista.

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A omissão do líder do governo escancara a hipocrisia de setores que, enquanto pregam transparência nos holofotes, toleram – ou mesmo compactuam – com irregularidades nos bastidores. A sociedade cuiabana, indignada, cobra respostas: quantos esquemas semelhantes permanecem ocultos?

Próximos passos

A investigação, que já apura possíveis crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, deve aprofundar o rastreamento dos valores recebidos e a relação entre os empresários e o gabinete do vereador. Enquanto isso, a pressão pública aumenta para que aliados de Joelson, como Dilemário, saiam da zona de conforto e se posicionem.

O caso escancara uma pergunta incômoda: em um cenário onde até os arautos da moral se calam diante da corrupção, quem defenderá, de fato, o interesse público?

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