Derrubada de árvores na Fernando Corrêa levanta críticas sobre avanço imobiliário e meio ambiente

INIMIGO DO MEIO AMBIENTE: Gestão Abilio destrói corredor verde com derrubada de mais de 50 ipês em Cuiabá

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), volta a ser alvo de fortes críticas após autorizar a derrubada de mais de 50 ipês na Avenida Fernando Corrêa da Costa, na região do Distrito Industrial. A justificativa apresentada pela gestão municipal foi a de que a medida seria necessária “para salvar vidas”. No entanto, a explicação não convenceu grande parte da população, que assistiu à eliminação de uma das poucas áreas arborizadas da região.

A intervenção, realizada em conjunto com construtoras, levanta questionamentos sobre as verdadeiras prioridades da administração. Sob a alegação de atender novos condomínios, a Prefeitura promoveu um corte em massa de árvores que durante décadas ajudaram a amenizar o calor intenso da capital. A decisão reforça a percepção de que o crescimento imobiliário está sendo colocado acima da preservação ambiental e da qualidade de vida dos cuiabanos.

A revolta popular ganhou força porque os ipês, além de símbolo da cidade, desempenham papel fundamental na redução da temperatura e na oferta de sombra em uma capital conhecida pelo calor extremo. Em uma cidade cuja temperatura média gira em torno de 37 graus, eliminar dezenas de árvores adultas significa reduzir ainda mais o conforto térmico e comprometer o equilíbrio ambiental urbano.

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Não é a primeira vez que a gestão Abilio Brunini enfrenta críticas por esse tipo de ação. Recentemente, o corte de árvores adultas na rua Baltazar Navarros viralizou nas redes sociais e provocou indignação entre moradores e ambientalistas. O episódio voltou a colocar em debate a política ambiental da Prefeitura e a falta de planejamento para conciliar desenvolvimento urbano com preservação da arborização.

Ao justificar a derrubada dos ipês como uma medida para “salvar vidas”, a administração municipal precisa responder por que soluções menos agressivas ao meio ambiente não foram priorizadas. Enquanto as motosserras avançam sobre árvores históricas, cresce entre a população a sensação de que Cuiabá está perdendo seu patrimônio ambiental em favor de interesses ligados à expansão imobiliária, justamente em uma cidade que mais necessita de sombra, áreas verdes e qualidade de vida.

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