A eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande para o biênio 2027/2028, prevista para esta quinta-feira (14), tornou-se novamente palco de uma intensa batalha judicial. Um grupo de cinco vereadores – Lucas Ductievicz, Bruno Rios, Adilson de Arruda, Calistro Nascimento e Charles Quadro – ingressou com um novo mandado de segurança na Justiça, na tentativa de barrar o pleito .
Esta não é a primeira vez que o grupo recorre ao Judiciário. Após sucessivas derrotas em instâncias anteriores, tanto na primeira quanto na segunda, a nova ação é vista como um “ato de desespero” para impedir a eleição. A motivação, segundo informações, reside na incapacidade do grupo, apoiado pela prefeita Flávia Moretti, de formar uma chapa competitiva contra a chapa adversária, que já teria uma maioria consolidada .
O “Tapetão” e a crise política
A estratégia dos vereadores é interpretada como uma tentativa de “ganhar no famoso tapetão”, ou seja, de reverter no Judiciário o que não conseguiram nas articulações políticas dentro da Câmara. A antecipação do pleito, que é o cerne da disputa, tem sido questionada por afrontar decisões vinculantes do Supremo Tribunal Federal (STF) .
A crise política entre o Executivo e o Legislativo de Várzea Grande tem se intensificado. A prefeita Flávia Moretti, que já elevou o tom contra o presidente da Câmara, vereador Wanderley Cerqueira, e o desafiou para uma disputa nas urnas, tem sido apontada como apoiadora do grupo que tenta suspender a eleição .
Histórico de batalhas judiciais
O cenário de judicialização da eleição da Mesa Diretora não é novidade em Várzea Grande. A disputa pela presidência da Câmara tem sido marcada por embates acalorados e recursos judiciais. A persistência do grupo em buscar a suspensão do pleito, mesmo após derrotas anteriores, demonstra a polarização política e a dificuldade de consenso na Casa de Leis .
Para a chapa que se manifestou com maioria consolidada, a repetição das ações judiciais apenas atrasa o processo democrático e tenta deslegitimar o resultado que se desenha. A expectativa é que a Justiça se posicione rapidamente sobre o novo mandado de segurança, definindo se a eleição ocorrerá conforme o previsto ou se a disputa será prolongada por mais capítulos judiciais.
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