O projeto de lei encaminhado pelo Poder Executivo que previa alterações nas alíquotas do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) para diversos segmentos da economia local.

Vereadores rejeitam aumento do ISSQN e mantêm alíquotas para setores essenciais

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A Câmara Municipal de Várzea Grande rejeitou, durante sessão ordinária realizada nesta terça-feira (26), o projeto de lei encaminhado pelo Poder Executivo que previa alterações nas alíquotas do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) para diversos segmentos da economia local.

A proposta foi rejeitada por 11 votos contrários e 10 abstenções. Com a decisão, permanecem em vigor os dispositivos da legislação municipal que garantem tratamento tributário diferenciado para setores considerados de interesse social.

Votaram contra o projeto os vereadores Gisa Barros, Dr. Miguel Júnior, Kleberton Feitoza Eustáquio, Alessandro Moreira, Braz Jaciro, Raul Curvo, Rosy Prado, Wanderley Cerqueira, Wender Madureira, Cilcinho e Lucélia Oliveira.

O texto encaminhado pelo Executivo propunha a revogação dos incisos II e IV do artigo 84 da Lei Municipal nº 1.178/1991. Segundo a justificativa apresentada pela administração municipal, a medida tinha como objetivo adequar a política tributária e ampliar a arrecadação própria do município para contribuir com a manutenção dos serviços públicos.

Durante a discussão da matéria, parlamentares manifestaram preocupação com os possíveis reflexos da alteração para áreas consideradas essenciais, como saúde, educação, assistência social, cultura, serviços contábeis, cartórios e transporte coletivo urbano.

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A vereadora Gisa Barros destacou a importância da análise do impacto da proposta para a população.

“Nós estamos falando de saúde, educação e serviços essenciais. Não podemos permitir um aumento que no final acaba sobrando para o cidadão, para as famílias e para quem mais precisa desses serviços”, afirmou.

Outro ponto debatido pelos vereadores foi a manutenção da alíquota reduzida aplicada ao transporte coletivo urbano. Os parlamentares avaliaram que alterações na tributação do setor poderiam refletir nos custos operacionais do serviço.

Com a rejeição do projeto, as regras atuais do ISSQN permanecem inalteradas, mantendo os benefícios tributários previstos na legislação municipal para os segmentos contemplados. A votação reforça o papel fiscalizador e deliberativo da Câmara Municipal na análise de matérias com impacto econômico e social para a população de Várzea Grande.

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