Ministério Público afirma que construtora da família recebeu dinheiro e não prestou serviço
Irmão do candidato a prefeito de Cuiabá Eduardo Botelho (União Brasil), o empresário Romulo Botelho é réu numa ação que cobra a devolução de R$ 17 milhões aos cofres públicos da Prefeitura de Várzea Grande por conta de fraude em serviços de iluminação pública.
A ação civil pública por improbidade administrativa, de autoria do Ministério Público Estadual (MPE), foi oferecida à Justiça no dia 21 de fevereiro de 2018. Atualmente, ainda tramita na 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande.
De acordo com as investigações, a construtora Nhambiquaras recebeu dinheiro para prestar serviços de melhoria de iluminação pública. Os pagamentos recebidos foram superfaturados, ou seja, com valores acima da média. O atual candidato a prefeito de Cuiabá, Eduardo Botelho, atuava como engenheiro eletricista da Nhambiquaras, e foi o responsável em atestar a regularidade técnica dos serviços prestados pela empresa, dos quais são duramente questionado pelo Ministério Público.
O Ministério Público sustenta que houve fraude em licitação orquestrada por um grupo de servidores públicos para favorecer a construtora Nhambiquaras. Em seguida, a empresa recebeu pelos serviços, sem critérios técnicos estabelecidos, o que gerou prejuízo de R$ 17 milhões aos cofres públicos.
Uma das provas apontadas como fraudes foi a sucessiva prorrogação do contrato da Prefeitura de Várzea Grande com a construtora Nhambiquaras. Assinado em 2006 com previsão de quatro anos, foi prorrogado até novembro de 2011 com aditivo financeiro de R$ 1,931 milhão.
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