A crise na Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) de Cuiabá, comandada pela vice-prefeita Vânia Rosa (Novo), deixou de ser um problema administrativo para se transformar em uma disputa política aberta. Fontes do Palácio Alencastro revelam que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) — embora publicamente mantenha discurso de harmonia — articula nos bastidores a demissão da secretária, acusando-a de resistir a ordens diretas e não seguir suas orientações.
Os atritos, que vinham se acumulando, chegaram a um ponto crítico nas últimas semanas, com divergências sobre gestão de projetos e prioridades na pasta. Agora, dentro e fora do Executivo, a percepção é de que a saída de Vânia Rosa é inevitável, marcando o fim de uma aliança frágil entre o prefeito e sua vice, eleitos em uma chapa de coalizão.
Legislativo já disputa vaga que ainda não foi aberta
Enquanto o prefeito avalia o momento político para anunciar a exoneração, o cargo da Semob já se tornou alvo de cobiça no Legislativo. Dois vereadores influentes nos bastidores — Ilde Taques e Dilemário Alencar — travam uma disputa discreta, mas crescente, para indicar um nome de sua confiança ao posto.
A Semob é uma das pastas mais estratégicas da gestão, com impacto direto no humor da população— seja no trânsito, no transporte público ou nas obras viárias. Por isso, o cargo virou moeda de troca política, com articulações intensas mesmo antes de uma demissão oficial.
Ruptura expõe fragilidade da aliança
A crise não é apenas um desentendimento pontual, mas o resultado de um desgaste prolongado entre o prefeito e a vice-prefeita, que têm estilos e prioridades diferentes. Enquanto Pinheiro busca centralizar decisões, Vânia Rosa, do Novo, defende uma gestão mais técnica e menos política — um conflito que, agora, parece insustentável.
Com a pressão aumentando, a demissão pode ser anunciada nos próximos dias. Se confirmada, a saída de Vânia da Semob não só abalará a coalizão no Executivo, mas também aquecerá a briga pelo poder no Legislativo, em mais um capítulo da conturbada relação entre prefeitura e Câmara Municipal.
Enquanto isso, Cuiabá assiste a mais um embate político que, longe de resolver os problemas de mobilidade, joga luz sobre as tensões que movem a administração pública na capital. (com informações blogdopopo)






















