O promotor de Justiça Milton Mattos Neto denunciou a lentidão na realização de cirurgias eletivas na rede municipal de saúde de Cuiabá, destacando que a fila de espera só aumenta enquanto o município “patina” na execução do programa Fila Zero. De acordo com ele, o Pronto-Socorro possui estrutura, corpo clínico e especialistas capacitados para realizar os procedimentos, mas enfrenta obstáculos como falta de insumos e atrasos no pagamento a empresas terceirizadas.
Mattos Neto cobrou maior “organização administrativa” da prefeitura e ressaltou que a falta de aproximadamente R$ 700 mil está impedindo a realização de cirurgias simples, mesmo com cinco centros cirúrgicos em funcionamento. Ele comparou a situação atual com o período de intervenção na saúde, quando cerca de 30 cirurgias eram realizadas por dia. Hoje, segundo o promotor, esse número mal é alcançado em um mês.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que as cirurgias continuam sendo realizadas, seguindo critérios clínicos e com a fila de espera regulada. No entanto, o Ministério Público mantém a pressão por melhorias, exigindo medidas concretas para reduzir a espera dos pacientes.
A situação expõe a crise na saúde pública da capital, deixando milhares de cuiabanos à espera de procedimentos essenciais. (com informações ehfonte)



















