No dia das eleições para a nova diretoria do Hospital Militar de Cuiabá, um episódio de descumprimento de determinação judicial trouxe tensão e perplexidade entre os associados. O atual diretor, Coronel José Kleber Duarte dos Santos, juntamente com a comissão eleitoral, desrespeitou a ordem do juiz Ângelo Judai Júnior, da 6ª Vara Cível de Cuiabá.
Os associados que viajaram do interior para exercer seu direito ao voto se depararam com o hospital fechado e a ausência da comissão eleitoral responsável pelos trâmites da votação. A situação levou a Polícia Militar a enviar uma viatura ao local, acompanhada pelo Coronel James, indicado pelo Comandante Geral da Polícia para fiscalizar o processo. O Coronel James registrou as ocorrências relativas ao descumprimento da ordem judicial.

A chapa 10, oposição à nova diretoria, estava presente e manifestou perplexidade diante da atitude do diretor do hospital e da comissão eleitoral. A situação gerou indignação entre os membros da chapa, que esperavam um processo eleitoral transparente e justo.

Vale lembrar que o juiz Ângelo Judai Júnior havia determinado seis obrigações específicas para garantir a regularidade do pleito. Entre essas obrigações, estava a exigência de que o tenente-coronel José Kleber dos Santos e a associação disponibilizassem a todos os associados os documentos exigidos nas normas eleitorais, cumprindo os prazos previstos. A eleição deveria ocorrer impreterivelmente até o dia 7 de julho, sob pena de multa de R$ 200 mil, a ser paga solidariamente em caso de descumprimento. Além disso, foi ordenado que a associação e José Kleber promovessem ampla divulgação e publicidade de todos os atos, decisões e prazos para inscrição e entrega de documentos, sob pena de multa no mesmo valor.
A situação revela a importância da transparência e do cumprimento das normas eleitorais para assegurar a legitimidade dos processos de eleição interna, especialmente em instituições de grande relevância, como o Hospital Militar de Cuiabá.














