Está marcada para esta quarta-feira (3) uma audiência de conciliação na 11ª Vara Cível de Cuiabá entre Carina Maggi Martins e outros membros da família, em um processo que busca resolver a partilha de bens do clã Maggi, deixados pelo patriarca André Maggi, que faleceu no ano de 2001. Carina alega que foi prejudicada na partilha pelos irmãos e pela viúva, após ter verificado que assinaturas de seu pai foram falsificadas em uma doação.
Carina entrou com uma ação declaratória de nulidade de negócio jurídico, com pedido de indenização e imissão na posse de cotas sociais, alegando que 25 dias e 11 dias antes da morte de seu pai, ele teria feito uma doação de R$ 53.203.249,00, das cotas sociais das empresas Sementes Maggi Ltda. (AMAGGI Exportação e Importação Ltda.) e Agropecuária Maggi Ltda., em favor de Lúcia Borges Maggi, esposa dele.
A autora da ação argumentou que isso teria prejudicado outros herdeiros, já que estes bens não integraram a partilha.
Carina argumentou que na época em que foi feita esta doação, seu pai estava acometido de Doença de Parkinson. A filha ainda pontuou que as assinaturas realizadas com antecedência de 25 e 11 dias antes do falecimento dele, “são completamente divergentes”. Foi feita uma perícia grafotécnica particular nas assinaturas, que apontou que são falsas.
Com isso, Carina pede a anulação das doações, requer que ela seja incluída como sócia das referidas empresas e também quer pagamento de indenização, referente ao que deixou de lucrar como sócia.





















