Mato Grosso registrou 1.102 homicídios em 2024, segundo dados do Atlas da Violência divulgados nesta terça-feira (26.05) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O número representa uma leve queda de 0,3% em relação a 2023, quando foram contabilizadas 1.105 mortes.
A taxa de homicídios no estado também recuou, passando de 29,6 para 29,1 por 100 mil habitantes, uma redução de 1,7%. Apesar da diminuição, Mato Grosso permanece entre os estados com maiores índices de violência letal no país, ocupando a 9ª posição no ranking nacional.
Na comparação histórica, o cenário mostra trajetórias distintas. Em relação a 2014, quando o estado registrou 1.358 homicídios e taxa de 42,1 por 100 mil habitantes, houve queda de 18,9% no número absoluto de mortes e de 30,9% na taxa. Já no recorte mais recente, entre 2019 e 2024, o movimento é inverso: os homicídios cresceram 23,1% e a taxa subiu 14,1%.
A série histórica indica que, após uma sequência de quedas entre 2014 e 2019, quando o estado atingiu 895 mortes, os índices voltaram a subir nos anos seguintes, com oscilações. Em 2022, por exemplo, Mato Grosso voltou a ultrapassar a marca de mil homicídios, patamar que se manteve até 2024.
No ranking nacional de 2024, os maiores índices de homicídios por 100 mil habitantes foram registrados no Amapá (45,7), Bahia (40,9) e Pernambuco (37,3). Na outra ponta, São Paulo (6,6), Santa Catarina (8,1) e Distrito Federal (10,3) apresentaram as menores taxas.
Os pesquisadores, no entanto, destacam limitações na qualidade dos dados. Parte das mortes violentas ainda é classificada sem definição de intencionalidade, o que pode subestimar os homicídios. Para contornar esse problema, o estudo também apresenta estimativas que incluem as chamadas mortes violentas por causa indeterminada reclassificadas como homicídios.
Nesse cenário, Mato Grosso apresentou taxa estimada de 30,2 homicídios por 100 mil habitantes em 2024, ligeiramente acima da taxa registrada oficialmente. O número representa queda de 1,3% em relação a 2023, mas ainda indica aumento de 11,9% na comparação com 2019.



















