A estratégia do Governo parece simples: resolver por ofício aquilo que continua sem resposta convincente diante da Assembleia Legislativa.
O procurador Hugo Fellipe Martins de Lima não compareceu na manhã desta segunda-feira (18.05) à comissão parlamentar que investiga o acordo milionário firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi. Em vez disso, a Procuradoria-Geral do Estado preferiu encaminhar um documento afirmando que ele “não participou de qualquer ato relacionado ao acordo em avaliação”.
Só que o problema já deixou de ser apenas o acordo.
Hugo virou personagem central da crise porque seu nome escancarou uma conexão desconfortável dentro da cúpula da Sefaz. Braço direito do então secretário Rogério Gallo, ele aparece ligado a pelo menos cinco empresas privadas — algumas atuando justamente em áreas relacionadas à recuperação de créditos tributários, setor extremamente sensível dentro da estrutura fazendária.
Mas o detalhe mais relevante não está apenas nas empresas.
Hugo mantém sociedade empresarial com Lucimara Polisel Gonçalves, esposa de Rogério Gallo, em duas empresas abertas em 2022 e 2024. Ou seja: o assessor mais próximo do secretário era sócio da esposa do chefe da pasta.



















