Dois termos de apostilamento publicados pela MT Participações e Projetos S.A. (MT PAR) nesta semana revelam reajustes de R$ 4,2 milhões em contratos ligados ao Parque Novo Mato Grosso, projeto prioritário do governador Mauro Mendes (UNIÃO). Os valores foram concedidos à Lotufo Engenharia e Construções Ltda., responsável por obras como a cobertura do Espaço Show (R$ 3,3 milhões de acréscimo) e intervenções no Complexo da Orla (R$ 855 mil).
Os aumentos, com base na Lei 13.303/2016, são formalmente legais, mas aprofundam o debate sobre os R$ 3 bilhões já destinados ao complexo esportivo – um valor que supera o orçamento anual de cidades inteiras. Enquanto isso, a população enfrenta:
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Transporte público caótico (com o VLT abandonado e ônibus superlotados);
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Hospitais em colapso (fila única na saúde atinge 1,2 milhão de pessoas);
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Crise habitacional (déficit de 98 mil moradias no estado).
O parque dos privilégios
Idealizado como “espaço para todos”, o empreendimento se especializa em estruturas de alto custo e baixa acessibilidade:
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Autódromo internacional (R$ 580 milhões);
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Kartódromo com pista de competição;
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Complexo de motocross com arquibancadas climatizadas.
Quem paga a conta?
O terreno foi doado por empresários do agronegócio, mas as obras são custeadas pelo Tesouro estadual. Só em 2025, os reajustes contratuais já somam R$ 28,7 milhões – valor suficiente para:
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Duplicar 12 km da MT-010 (rodura crítica de acidentes);
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Construir 4 UPAs de porte médio;
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Renovar toda a frota de ambulâncias do SAMU.
Contratos sob suspeita
A Lotufo Engenharia acumula:
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17 contratos com o governo desde 2021 (R$ 287 milhões no total);
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5 aditivos só no Parque Novo MT (R$ 14,2 milhões em reajustes);
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Investigação no MPF por superfaturamento em obra de 2023.
Último ato: Enquanto o governo comemora asfaltamento de pistas de corrida, bairros como o Jardim Vitória seguem sem pavimentação básica. A conta desse desequilíbrio chegará em outubro de 2026 – nas urnas. (com informações blogdopopo)





















