Garrafas
PET, copos, sacolas plásticas, embalagens de isopor, frascos de desodorante e
até restos de móveis foram recolhidos do Córrego do Gambá, nesta sexta-feira
(18). O trabalho reuniu diferentes instituições e voluntários para retirar os
resíduos das margens e do leito de um dos principais afluentes urbanos do Rio
Cuiabá.
O
Juizado Volante Ambiental (Juvam), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso
(TJMT), foi um dos participantes da ação coordenada pela concessionária Águas
Cuiabá. Conforme o juiz Emerson Luís Pereira Cajango, titular do Juvam, a
presença da equipe do Juizado na ação reforça a atuação do Judiciário voltada à
proteção dos recursos naturais.
O
envolvimento do Juvam ganhou ainda mais importância porque a nascente do
Córrego do Gambá é objeto de uma ação civil pública. Localizada no bairro
Lixeira, em Cuiabá, a área já foi alvo, em 2018, de uma determinação do
Tribunal de Justiça para recuperação urgente, em razão de problemas como
aterramento e presença de entulhos.
“Recebemos
o convite da Águas Cuiabá e fiz questão de estar aqui também trabalhando nessa
iniciativa. Existe uma ação civil pública que discute justamente a questão da
nascente desse córrego, que nasce no bairro Lixeira. Então, é importante a
gente ver in loco como é que está a saúde desse corpo hídrico”, explicou o
magistrado.
Para
Cajango, a quantidade de lixo encontrada revela que a preservação dos córregos
depende também de mudanças de comportamento pela população. Ele destacou que o
descarte de uma garrafa, um copo ou uma embalagem em local inadequado pode
parecer uma atitude pequena, mas esses materiais podem ser levados pelas chuvas
até os cursos d’água e depois chegam ao Rio Cuiabá.
“Nós
temos que investir, sobretudo, em educação ambiental. O Juvam tem projetos
junto às escolas para essa questão de educação ambiental. Temos que ter
consciência de que não sujar é melhor do que limpar. Existem infrações
administrativas e até criminais para esse tipo de situação. Mas o ideal é que
nossos córregos e rios nunca sejam sujados”, completou o juiz.
A
ação desta sexta-feira faz parte do projeto “Limpando para o Futuro” e busca
chamar a atenção para a importância das escolhas feitas no presente. Para Ana
Cristina D’Assumpção, coordenadora de Responsabilidade Social da Águas Cuiabá,
a união entre instituições é fundamental para ampliar os resultados e
transformar a realidade encontrada.
“Felizmente,
contamos com grandes parceiros em cada iniciativa que estamos encampando. Hoje
conseguimos o apoio do Tribunal de Justiça, via Juvam, que foi fundamental. A
água é um bem finito e a gente precisa cuidar dela. Precisamos ter consciência
e mudar nossos hábitos em relação ao descarte de lixo”, comentou Ana Cristina.
Ao
final da atividade, os resíduos retirados do Córrego do Gambá foram separados
para coleta seletiva e encaminhados pela Empresa Cuiabana de Limpeza Urbana
(Limpurb) para a destinação correta. Para o voluntário Ronildo Lázaro de Jesus,
cada quantidade de lixo retirada representa um ganho para a natureza e para
quem depende do Rio Cuiabá.
“Tenho
parentes ribeirinhos em Barão de Melgaço, que são pescadores. Acredito que esse
trabalho é importante para eles e para a sociedade de Cuiabá. Qualquer ação que
fazemos agora, temos que pensar também no futuro. Nós temos filhos, então
nossos filhos é que vão usufruir de um Rio Cuiabá, de uma natureza melhor no
futuro”, avaliou o voluntário.



















