Mauren Lazaretti pede que veículos sejam condenados a indenizá-la em R$ 60 mil por simplesmente citarem que a jovem conduzida para prestar esclarecimentos por estufa de maconha é filha da secretária de Meio Ambiente

Secretária vai à Justiça e pede censura a sites e TV que divulgaram condução policial de filha

Secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazaretti, avalia que sofreu danos à honra por ter sido citada como mãe de jovem conduzida à delegacia

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A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazaretti, moveu uma ação de danos morais contra 10 veículos de comunicação, entre sites, uma emissora de TV, uma página do Instagram  e a plataforma Meta pela citação de seu nome em reportagens jornalísticas que narraram um epísodio ocorrido na semana passada, aonde sua filha, Amanda Lazaretti, foi conduzida à Delegacia após ter sido encontrada em uma casa que continha um estufa de maconha.

A casa era alvo de uma operação que apura o tráfico de drogas e ela não é investigada. Amanda, que também assina a ação, alega que foi conduzida à delegacia para prestar depoimento como testemunha. Ambas pedem que os veículos sejam condenados em R$ 60 mil.

Para Mauren, os veículos citaram indevidamente o seu nome e seu cargo nas reportagens. Para ela, a citação de que a filha da secretária de Meio Ambiente foi conduzida pela Polícia se traduz em tentativa de “explorar indevidamente a função pública” e que os veículos estavam atrás de “clicks”.

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Mauren argumenta que alguns veículos divulgaram que sua filha teria sido presa e alega que ela foi conduzida a prestar depoimento como testemunha. No processo, no entanto, a secretária e a filha não anexaram nenhum documento relativo à condução à delegacia durante a operação policial.

“No caso, as publicações são manifestamente ofensivas, imputando falsamente à autora Amanda a prática de crime (prisão por tráfico), fato que nunca ocorreu, além de explorar indevidamente a função pública da mãe e também autora para atrair atenção (“clickbait”). A gravidade do conteúdo, a falsidade objetiva da narrativa e a ampla viralização nas redes sociais tornam a conduta notoriamente ilícita, atraindo a responsabilidade solidária da plataforma pelo não bloqueio, não moderação e não exclusão imediata”, argumentou a secretária, em ação assinada pela advogada Vanessa Rosin Figueiredo, do escritório “Lazaretti Advogados Associados”.

Além dos danos morais que alega ter sofrido, a secretária ainda requer que a Justiça determine liminarmente a exclusão de três reportagens sobre o caso, sob pena de multa.

O processo foi distrubuído ao 5º Juizado Especial Cível de Cuiabá.

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A juíza Graciene Pauline Mazeto Corrêa da Costa indeferiu o pedido de segredo de Justiça do processo formulado pela advogada da secretária.

A magistrada ainda não analisou o pedido de liminar para a retirada das matérias jornalísticas, manobra que, para o Supremo Tribunal Federal (STF), é considerada como censura judicial.

Foram processados pela secretária os seguintes veículos:

1 – TV Centro América (afiliada à Rede Globo)

2 – Exclusivo News

3 – MT Mais

4 – Única News

5 – Folhamax

6 – Estadão Mato Grosso

7 – Isso É Notícia

8 – Minuto MT

9 – Capivara Play (perfil de Instagram)

10 – Meta (rede social)

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