2″ Encontro Empodere-se-Rondas Policiais Seguras, promovido associações policiais, nesta semana, no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), transformou-se em palco de um depoimento contundente sobre assédio nas forças de segurança.
Diante de representantes da Polícia Militar, Polícia Penal, Polícia Civil e de entidades femininas de todo o estado, a subtenente Ana Carla, da PM baiana, fez uma denúncia pública ao narrar episódios de violência moral e sexual que diz ter sofrido no exercício da função.
Segundo o relato, os abusos ocorreram dentro da Casa da Mulher Brasileira, no Batalhão da Mulher, em Salvador, onde atuava no atendimento a vítimas de violência. A subtenente afirmou ter sido alvo de humilhações e gritos por parte de um capitão lotado na unidade. O nome do capitão ainda não foi revelado.
“Sofri assédio dentro do posto do Batalhão da Mulher, por um capitão que là trabalhava. Ele me gritava, me humilhava, fazia pouco de mim o tempo todo. Eu informei aos meus comandantes e ninguém se importou comigo”, declarou Ana Carla, visivelmente emocionada.Nota da PM
A Polícia Militar da Bahia (PMBA) informa que todas as denúncias de assédio recebidas são apuradas com rigor, observando o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório.
Quando identificados autores, são adotadas as medidas administrativas cabíveis, sem prejuízo das sanções legais aplicáveis.
O acolhimento às denunciantes é realizado pelo Departamento de Promoção Social (DPS), por meio do Centro de Valorização da Mulher Maria Felipa e do programa “Mulher é ouro, tem que brilhar”, que promove escuta qualificada e visitas às unidades da corporação.
A PMBA se solidariza com todas as mulheres vítimas de assédio e reafirma seu compromisso com a ética, a disciplina e a legalidade, não admitindo desvios de conduta por parte de seus integrantes.
















