"ISSO É PROGRAMA DE ÍNDIO"

Mendes diz que índios estão defendendo interesses de produtores franceses

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Ao comentar sobre as manifestações indígenas contra a Ferrogrão em frente ao Tribunal Regional Eleitoral, na Avenida Historiados Rubens de Mendonça, em Cuiabá, nesta quarta-feira (3), o governador Mauro Mendes (União) apontou o dedo para o presidente da França, Emmanuel Macron.

“Isso é programa de Índio, o que eles têm a ver com isso? O que impacta na vida deles? Deve estar a serviço de alguma ONG, deve estar a serviço do Macron. Vamos falar honestamente aqui, a França e a Alemanha juntos têm o mesmo tamanho do Estado de Mato Grosso, 900 mil quilômetros quadrados. A França e a Alemanha têm 70 mil quilômetros de ferrovias. Nós, em Mato Grosso, com o mesmo tamanho da França e Alemanha juntos, temos pouco mais de 200 quilômetros de ferrovias e queremos agora construir mais mil quilômetros até o porto de Miritituba”, disse ele a imprensa nesta quarta-feira (03), no Tribunal de Contas do Estado.

Mendes avaliou que se a França qualifica a construção da Ferrovia como ruim, certamente é bom para o Brasil e para o agronegócio brasileiro.

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“Quero que esses índios expliquem por que são contra, porque estão defendendo interesses dos produtores franceses então que vá pedir Saúde pro Macron, estrada. Eu ouvi da boca do Raoni que quer asfalto dentro da Aldeia dele na MT-322. Ele pediu pra mim, está gravado, vai fazer com o dinheiro de quem? Do senhor Macron? Ou do Governo de Mato Grosso, dos contribuintes de Mato Grosso que pagam impostos aqui”, analisou.

O governador ressaltou que é preciso ficar claro que existe uma briga de interesses econômicos, e não uma preocupação com o meio ambiente do Brasil, nem com os índígenas daqui. “Agora sabemos que existem organismos internacionais, ONGs que estão aqui para defender interesses que não são legítimos de nós Brasileiros”.

O gestor disse que a intenção dos franceses é atrapalhar o crescimento e a eficiência da agricultura brasileira.

“Quantas vezes no noticiário internacional, produtores franceses fizeram greve porque é uma agricultura ineficiente, que vive abaixo de subsídios. Nós brasileiros temos agricultura, uma das mais competitivas e eficientes do planeta. Como que alguém que não tem eficiência compete com alguém tão competitivo como nós? Eles têm que barrar o nosso crescimento, têm que criar motivos para ficarmos também ineficientes. Todos sabem que o transporte rodoviário é o mais caro para longa distância, primeiro é navegação, depois é a ferrovia, por último a rodovia. Se ficarmos mais eficientes, eles terão que aumentar os subsídios na Europa”, avaliou.

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