Preocupado com relatos de servidores que chegam a ter 99% de seus salários comprometidos por descontos, o presidente do TCE convocou uma mesa técnica para esta segunda-feira, às 14h30, na sede do tribunal

TCE-MT convoca mesa técnica para discutir crise dos empréstimos consignados que deixam servidores com apenas R$ 14,67 por mês

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O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), sob a liderança do conselheiro Sérgio Ricardo, deu um passo importante para enfrentar uma das crises mais graves que atingem servidores públicos e aposentados no estado: o endividamento massivo por meio de empréstimos consignados, que em casos extremos reduzem os vencimentos a valores tão baixos quanto R$ 14,67 por mês.

Preocupado com relatos de servidores que chegam a ter 99% de seus salários comprometidos por descontos, o presidente do TCE convocou uma mesa técnica para esta segunda-feira, às 14h30, na sede do tribunal. A reunião contará com a presença de deputados estaduais, secretários de governo, sindicatos e representantes do Executivo, numa tentativa de buscar soluções para um problema que já se tornou um drama social.

Casos extremos expõe urgência da pauta

Sérgio Ricardo citou exemplos concretos de três aposentados que enfrentam situação de extrema penúria após terem seus rendimentos quase totalmente consumidos por descontos. Muitos, enganados por taxas abusivas e contratos obscuros, acabam reféns de um sistema que os impede até de cobrir despesas básicas.

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“Estamos diante de uma situação que exige ação imediata e coordenação entre os Poderes“, afirmou o conselheiro. “Não podemos aceitar que quem dedicou anos ao serviço público termine sua vida em situação de desespero financeiro.”

TCE se coloca como mediador de soluções

Ao reunir diversos atores em torno do debate, o TCE-MT assume um papel proativo e humanizado, indo além da mera fiscalização burocrática. A iniciativa de Sérgio Ricardo demonstra sensibilidade institucional e um compromisso claro com a dignidade dos servidores.

A expectativa é que a mesa técnica discuta medidas como:

  • Regulação mais rígida para empréstimos consignados;

  • Revisão de contratos abusivos já firmados;

  • Ações educativas para evitar novos endividamentos;

  • Possíveis intervenções legais para proteger os mais vulneráveis.

A atitude do presidente do TCE é um alento em um cenário marcado pela inércia de outras instituições. Se traduzida em ações efetivas, a iniciativa pode não apenas aliviar o sofrimento de milhares de famílias, mas também servir de modelo para outros estados que enfrentam o mesmo problema.

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