O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu prorrogar por mais 30 dias o inquérito da Polícia Federal contra José Carlos da Silva, morador de Cuiabá, envolvido na tentativa de golpe ocorrida em 8 de janeiro de 2023, conhecida como “Estouro da Boiada”. José Carlos é acusado de participar do evento e de ter supostamente contribuído para a depredação do Congresso Nacional durante os tumultos.
O investigado defende-se afirmando que estava presente no local apenas para prestar auxílio às pessoas afetadas pelo gás lacrimogêneo utilizado pela polícia para conter os manifestantes. No entanto, o Ministério Público Federal (MPF) apontou que José Carlos teria deixado a presidência da Associação de Moradores do bairro Jardim Renascer para assumir um papel de liderança nos acampamentos organizados em frente aos quartéis das Forças Armadas.
Em 25 de fevereiro de 2024, a segunda Câmara de Coordenação e Revisão do MPF homologou o arquivamento do inquérito por falta de provas. Contudo, o ministro Alexandre de Moraes não acatou o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e concedeu mais tempo para a Polícia Federal concluir as investigações contra José Carlos da Silva.
Vale ressaltar que recentemente, no final de fevereiro de 2024, outra participante do “Estouro da Boiada”, a publicitária Simone Aparecida Tosato Dias, residente em Cuiabá, foi condenada a 14 anos de prisão pelo STF por sua participação nos tumultos e por ter sido envolvida na depredação da Praça dos Três Poderes em Brasília.
O desenrolar desses eventos continua a gerar repercussão e debate sobre os limites da liberdade de manifestação e os desdobramentos jurídicos das ações ocorridas durante o referido protesto. O caso de José Carlos da Silva permanece em destaque, aguardando os desdobramentos das investigações conduzidas pela Polícia Federal sob a supervisão do STF.





















