Na sexta (01/12) à noite, uma criança de apenas 11 meses perdeu a vida por falta de atendimento imediato no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), evidenciando as consequências desastrosas da intervenção estadual na saúde do município. A denúncia chegou à redação do Novidades MT através de uma pessoa que trabalha no hospital.
A tragédia começou quando a criança L.E.F.C. foi regulada de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para o HMC. Ao chegar ao hospital, a situação tornou-se ainda mais crítica, já que o pronto atendimento pediátrico encontrava-se sem médico. Mesmo em estado grave, a criança só foi atendida após muita insistência, sendo recebida por um médico da UTI Pediátrica. Infelizmente, a falta de atendimento imediato resultou na morte da criança por volta das 3 horas da madrugada.
A situação torna-se ainda mais alarmante ao considerarmos que o pronto atendimento pediátrico do HMC está frequentemente sem médico, segundo relatos de profissionais que trabalham no local. Uma fonte confiável informou que, às terças-feiras, um médico de outro estado assume o plantão e permanece até quinta-feira, mas, nos demais dias, a ausência de médicos é constante. Essa falta de profissionais compromete gravemente a capacidade de atendimento do hospital, colocando em risco a vida dos pacientes.
A situação é intolerável e exige ação imediata das autoridades competentes. É essencial que as autoridades policiais conduzam uma investigação minuciosa para apurar responsabilidades e garantir que a tragédia que ceifou a vida da criança de 11 meses não se repita.
Além disso, é necessário que a população, profissionais de saúde e organizações da sociedade civil pressionem por mudanças estruturais e efetivas na saúde pública de Cuiabá. A vida de cada cidadão depende de um sistema de saúde funcional, e a atual situação é inaceitável.
A intervenção estadual na saúde pública de Cuiabá revelou-se desastrosa, resultando em consequências trágicas. Agora, cabe à sociedade exigir responsabilidade, transparência e medidas efetivas para superar essa crise e garantir que vidas não sejam perdidas devido à negligência e precariedade do sistema de saúde.




















