Desde 2021, MP-MT não responde à Câmara Federal sobre o andamento das investigações que apura a contratação de um detetive particular que pretendia forjar flagrantes contra o diretor do Isso É Notícia
O ex-procurador-geral de Justiça, José Antonio Borges, e o atual, Deusdete Cruz, ignoraram um ofício enviado ao órgão em 2021 pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal que cobrava respostas sobre as ações do Ministério Público Estadual de Mato Grosso (MPE-MT) para apurar a contratação de um detetive particular para forjar flagrantes contra o jornalista Alexandre Aprá, diretor do Isso É Notícia.
O ofício foi enviado em 2021 pela Câmara Federal e até hoje não foi respondido.
A informação sobre a inércia e falta da resposta do MP foi revelada em um novo ofício enviado pela Câmara Federal, nesta semana, cobrando explicações do MP sobre a omissão na resposta solicitada e sobre o que foi feito pelo órgão para apurar os crimes contra o jornalista.
O documento é assinado pela presidente da comissão, deputada Daiana Santos (PC do B-RS).
“As denúncias de cerceamento à imprensa naquele Estado também já foram objeto de atuação desta CDHMIR, consoante o Ofício n. 587/2021, enviado a esse Parquet (docto. anexo); sem resposta.“, diz trecho do novo ofício enviada pela comissão ao MP de Mato Grosso.
O órgão parlamentar requereu, mais uma vez, informações sobre o que o MP fez para apurar a contratação do detetive para a empreitada criminosa contra o jornalista.
“Esta CDHMIR tem atribuições regimentais de avaliar denúncias de ameaças e violações aos direitos humanos (art. 32, inciso VIII, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados), razão pela qual reitero as informações sobre eventuais medidas adotadas quanto ao mencionado no item 4, e solicito que Vossa Excelência adote providências para a devida apuração da denúncia tem tela, prestando os esclarecimentos pertinentes e correlatos para que esta Presidência siga acompanhando o assunto”, diz trecho final do documento.
(informações Issoenoticias)


















