A liberdade de imprensa no Estado de Mato Grosso tem sido abalada por uma série de alegações que apontam para uma intimidação sistemática por parte da Secretaria de Comunicação do Estado (Secom-MT). Nos últimos meses, a redação foi inundada com reclamações que denunciam práticas coercitivas destinadas a silenciar vozes críticas ao governo de Mauro Mendes, (União Brasil).
De acordo com relatos de diversos profissionais da imprensa, a Secom-MT estaria adotando medidas para restringir o acesso à publicidade institucional em veículos que se atrevem a veicular matérias desfavoráveis à gestão de Mauro Mendes. Essas ações são vistas como uma forma de punição por parte do governo, visando controlar a narrativa midiática e promover uma imagem positiva do governo estadual.
A censura parece se estender até mesmo às coletivas de imprensa, onde os jornalistas se veem limitados a fazer perguntas que se alinham com os interesses do governador. Questões relacionadas à segurança pública, crimes ambientais e até mesmo os recentes pedidos de prisão da Polícia Federal envolvendo o filho do governador são vedadas, criando um ambiente de autocensura e medo entre os profissionais da imprensa.
Alguns veículos de comunicação relataram ter sido pressionados a retirar ou alterar matérias sob a orientação direta da Secretaria de Comunicação. A falta de resposta a questionamentos por parte da Secom-MT sobre assuntos considerados ‘proibidos’ é descrita como um verdadeiro ‘apagão’, evidenciando a falta de transparência e diálogo por parte das autoridades estaduais.
A escalada de intimidação não se limita apenas à pressão sobre os veículos de comunicação, mas se estende também aos jornalistas individualmente. Aqueles que ousaram reportar sobre investigações envolvendo membros da família do governador Mauro Mendes foram alvo de processos judiciais. Entre os veículos afetados estão o VG Notícias e o Isso É Notícia, que enfrentam batalhas legais devido à sua cobertura jornalística sobre casos como a suposta compra de mercúrio para garimpo, conforme revelado pela Operação Hermes da Polícia Federal.
Diante desses acontecimentos, fica evidente a importância de defender e proteger a liberdade de imprensa como um pilar fundamental da democracia. O cerceamento da atividade jornalística e a intimidação de profissionais representam uma séria ameaça ao direito à informação e à transparência no Estado de Mato Grosso.
(com informações Caldeirão Político)


















