Enquanto a incerteza persiste, os cuiabanos e várzea-grandenses seguem enfrentando congestionamentos e transtornos na Avenida do CPA

“Obra interminável”: Atraso no BRT de Cuiabá e Várzea Grande vira destaque no Jornal Hoje

publicidade

A novela em torno do atraso das obras do Ônibus de Transporte Rápido (BRT) em Cuiabá e Várzea Grande foi tema de uma reportagem exibida no Jornal Hoje, da TV Globo, nesta segunda-feira (24). A matéria detalhou o impasse enfrentado pelos moradores das duas cidades e a crescente desesperança da população quanto à conclusão do modal.

O apresentador César Tralli criticou a demora na entrega do projeto e cobrou uma ação rápida do governo de Mato Grosso. “É complicado, difícil, e a população que sofre. O Brasil inteiro precisa de transporte público de qualidade, que seja rápido, ágil e confortável. O que fica é a frustração e a preocupação com o dinheiro público desperdiçado em obras que nunca terminam”, disse Tralli.

A reportagem, conduzida pela repórter Nara Garcia, trouxe relatos de motoristas que enfrentam diariamente os transtornos na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA). Além disso, a matéria reconstituiu o longo histórico de problemas envolvendo o modal, que se arrasta desde 2012, quando o projeto original era o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

Leia Também:  Ação de filho 03 pode levar Bolsonaro de volta à penitenciária

Uma década de impasse

A sensação de obra interminável começou em 2012, quando as intervenções para implantação do VLT foram iniciadas para a Copa do Mundo de 2014. No entanto, as obras foram suspensas ainda naquele ano. Mesmo após um investimento de R$ 1 bilhão, o pouco que foi construído acabou desmontado, e os vagões foram vendidos para o governo da Bahia.

Em 2021, o governo de Mato Grosso decidiu substituir o VLT pelo BRT, alegando que o novo modal seria mais barato. Desde então, a obra já consumiu R$ 468 milhões, mas segue longe da conclusão. O serviço começou oficialmente em maio de 2023, mas enfrentou atrasos no cronograma e aditivos contratuais.

O consórcio responsável pelas obras justificou que o contrato original sofreu mudanças significativas ao longo da execução, impactado por fatores externos, como problemas no anteprojeto e alterações frequentes no traçado. “Não há mágica possível para a entrega dentro do prazo estabelecido”, declarou a empresa.

Rescisão de contrato e incertezas

Diante dos problemas, o governador Mauro Mendes (União Brasil) anunciou recentemente a rescisão do contrato com o consórcio e a intenção de contratar uma nova empresa. “Neste momento, os técnicos da Secretaria [de Infraestrutura] estão estudando todo o projeto para que a decisão sobre a nova forma de contratação seja tomada nos próximos dias. E é fundamental a participação do Tribunal de Contas”, afirmou o governador.

Leia Também:  DESMONTE DA EDUCAÇÃO: Sem concurso para todos os cargos, MT amplia a precarização na educação

Enquanto a incerteza persiste, os cuiabanos e várzea-grandenses seguem enfrentando congestionamentos e transtornos na Avenida do CPA, esperando uma solução definitiva para um problema que já se arrasta por mais de uma década.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide