A Prefeitura de Cuiabá registrou, nesta segunda-feira (20), mais uma baixa de peso em sua já combalida equipe de governo. Fábio Marcelo Matos de Lima, 2º Secretário Adjunto de Gestão da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), pediu demissão do cargo após pouco mais de um mês no posto.
Com uma carreira sólida no serviço público — auditor do Estado, advogado, contador, administrador e economista, com passagens por empresas federais e na gestão municipal —, Fábio Marcelo antes de assumir a SMS, comandou a Diretoria Técnica da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP).
“Não há lógica mínima na gestão”, diz servidor
Segundo relatos de colaboradores da pasta, que pediram anonimato por temer represálias, a Saúde de Cuiabá está refém de decisões improvisadas e de uma condução errática.
— A Secretaria tem técnicos competentes, mas a gestão foi sequestrada por caprichos políticos e uma total falta de planejamento — denunciou um servidor.
Ele não foi o primeiro a abandonar o barco. Josias Pulquério, também administrador e contador com larga experiência, incluindo passagem como co-interventor da Saúde municipal, pediu exoneração do mesmo cargo meses antes pelos mesmos motivos: vaidade, despreparo e arbitrariedade do prefeito.
O denominador comum: Abílio Brunini
As duas renúncias em menos de seis meses expõem um padrão: profissionais qualificados não conseguem trabalhar sob o comando de Brunini. Descrito por servidores como impulsivo, autoritário e avesso ao diálogo técnico, o prefeito — que nunca administrou sequer um gabinete com eficiência — ignora os princípios mais básicos da gestão pública.
A secretária municipal de Saúde, embora tecnicamente preparada, teria sido reduzida a uma figura decorativa, sem poder real de decisão. Enquanto isso, a rede pública de Cuiabá sofre com desorganização, falta de insumos e desmotivação de servidores.
Cidade colhe os frutos do desgoverno
O resultado da gestão caótica já chega à população: unidades de saúde desestruturadas, atendimento precário e uma equipe gestora mais preocupada com marketing político do que com soluções efetivas.
Nos bastidores, outros gestores já sinalizam que também pretendem deixar seus cargos, alimentando um clima de descrença e desesperança na administração.
Enquanto Brunini mantém seu estilo voluntarista e autoritário, Cuiabá assiste ao colapso progressivo de serviços essenciais. A pergunta que fica é: quantos mais precisarão renunciar antes que a cidade acorde para esse desastre anunciado? (com informações blogdopopo)























