O ano de 2025 ficou marcado por uma verdadeira farra na destinação das emendas parlamentares da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
Recursos que deveriam atender prioridades sociais, culturais e estruturais acabaram pulverizados em eventos pontuais, campeonatos e shows, muitos deles sem transparência, sem critérios claros e sem retorno efetivo à sociedade.
Emendas para campeonatos de beat tênis, eventos festivos e apresentações artísticas de interesse restrito passaram a ocupar espaço privilegiado no orçamento público, enquanto áreas essenciais seguem abandonadas.
O que se vê, segundo críticas recorrentes, é um modelo de distribuição que favorece os “amigos do rei”, criando uma engrenagem de privilégios sustentada com dinheiro do contribuinte.
A sensação é de que as emendas viraram moeda política, usadas para fortalecer alianças, premiar aliados e manter influência, tudo isso à vista da sociedade, sem o menor constrangimento.
No centro desse cenário, um “manda-chuva” da ALMT continua direcionando recursos para seus aliados de forma reiterada, escancarando a falta de pudor na aplicação do dinheiro público. Para a população, que enfrenta dificuldades reais na saúde, educação e infraestrutura, o retorno é praticamente inexistente.
Não se trata de demonizar a cultura ou o esporte, mas de questionar prioridades, critérios e transparência. O dinheiro público precisa servir ao interesse coletivo, e não a projetos seletivos que beneficiam poucos enquanto a maioria paga a conta.
Ao fim de 2025, a pergunta que ecoa é simples e incômoda: a quem, de fato, estão servindo as emendas parlamentares em Mato Grosso? Enquanto essa resposta não vem, cresce a percepção de que a farra continua — e o contribuinte segue como espectador involuntário desse espetáculo.















