MEIO AMBIENTE

Desmatamento na produção de soja no Brasil levanta preocupações sobre contaminação

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Um recente relatório da organização ambientalista Mighty Earth trouxe à tona preocupações significativas sobre a produção de soja no Brasil. Fazendas localizadas na Amazônia e no Cerrado foram flagradas com desmatamentos recentes, levantando suspeitas de que o grão exportado para a Europa por gigantes multinacionais como Cargill e Bunge possa estar contaminado com práticas de desmatamento.

O estudo, obtido com exclusividade pela Agência Pública e lançado na última quinta-feira (14), revelou que cerca de 60.000 hectares de áreas nativas foram derrubadas e degradadas entre setembro e dezembro de 2023. Essas atividades ocorreram em propriedades localizadas em um raio de 50 km dos armazéns dos principais exportadores de soja do país.

De acordo com o diretor sênior do Brasil na Mighty Earth, o estado do Mato Grosso se destaca como o principal produtor de soja do país, respondendo por 27% da produção em 2023. Como resultado, o estudo identificou os cinco maiores municípios com taxas de desmatamento nesse estado. Essa análise ressalta a influência significativa da plantação de soja no Mato Grosso e a necessidade de implementação de políticas mais eficazes para mitigar o desmatamento.

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As empresas mencionadas no relatório incluem não apenas Cargill e Bunge, mas também Amaggi, ADM, Cofco, LDC e ALZ Grãos. O recorte das fazendas foi baseado no raio informado pelas próprias empresas, indicando uma potencial contaminação das cadeias de suprimentos do grão associadas a essas companhias.

Essas descobertas lançam luz sobre a urgência de ações mais robustas por parte das autoridades brasileiras e das empresas envolvidas na produção e exportação de soja. O desmatamento não apenas ameaça os ecossistemas preciosos da Amazônia e do Cerrado, mas também levanta preocupações sobre a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental das cadeias de suprimentos globais. A pressão está aumentando para que medidas concretas sejam tomadas para evitar a continuidade dessa prática prejudicial ao meio ambiente.

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