A sessão ordinária da Câmara Municipal realizada na manhã desta terça-feira foi marcada por um clima de tensão após a presença de secretários municipais e servidores da Prefeitura no plenário. Vereadores criticaram a participação de funcionários públicos durante o horário de expediente e alegaram que a mobilização teve o objetivo de pressionar parlamentares durante as discussões em pauta.
Entre os presentes, segundo relatos feitos durante a sessão, estavam a secretária municipal de Educação, Maria Fernanda Figueiredo, o secretário de Governo, Silvio Fidélis, a secretária Paola Carlini, além de servidores da administração municipal e da rede de educação.
Parlamentares que utilizaram a tribuna afirmaram que a presença organizada de integrantes do Executivo e de servidores públicos causou desconforto e foi interpretada como uma tentativa de intimidação diante dos debates e posicionamentos adotados pelos vereadores.
As críticas também se concentraram no fato de que parte dos servidores estaria participando da sessão durante o horário regular de trabalho, o que levantou questionamentos sobre a utilização da estrutura pública e sobre a necessidade da mobilização.
Por outro lado, integrantes da administração municipal podem argumentar que a presença de servidores e secretários em sessões legislativas faz parte do acompanhamento de pautas de interesse da gestão e da participação democrática nos debates públicos.
O episódio aumentou a tensão entre os Poderes Executivo e Legislativo e deve continuar repercutindo nos próximos dias, especialmente diante das discussões envolvendo projetos e ações da administração da prefeita Flávia Moretti.
Vereadores defenderam que o Legislativo deve manter sua independência e afirmaram que qualquer tentativa de influência sobre a atuação parlamentar será debatida de forma transparente perante a população.















