O vereador Feitoza negou que tenha ocorrido qualquer agressão contra um jornalista durante um episódio registrado recentemente em Várzea Grande. A declaração foi feita durante entrevista ao PodRevirar MT, após a divulgação de matérias relatando um suposto desentendimento envolvendo o parlamentar e o presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira.
Segundo Feitoza, o episódio ocorreu enquanto o presidente da Câmara concedia entrevista à imprensa. De acordo com o vereador, um jornalista identificado como profissional da Gazeta fazia questionamentos relacionados a um projeto em tramitação no Legislativo.
“O presidente estava dando entrevista e o jornalista começou a fazer perguntas sobre um projeto da Educação que está na Câmara”, relatou.
Ainda segundo Feitoza, o questionamento surgiu após ele perceber a presença da secretária municipal de Comunicação de Várzea Grande, Paola Carlini, próxima ao profissional durante a entrevista. O vereador alegou que a secretária estaria orientando as perguntas dirigidas ao presidente da Câmara.
“Eu perguntei: o senhor é da Gazeta, mas por que está usando uniforme e crachá da Prefeitura? E por que a secretária de Comunicação, Paola Carlini, estava pedindo que ele fizesse as perguntas?”, afirmou.
O vereador declarou que o questionamento teve como objetivo esclarecer a atuação do profissional durante a cobertura jornalística.
Durante a entrevista, Feitoza também questionou a compatibilidade entre as atividades exercidas pelo jornalista na imprensa e o suposto vínculo funcional com a Prefeitura de Várzea Grande. Segundo o parlamentar, o profissional teria uma carga horária de 40 horas semanais junto ao Executivo municipal e, ao mesmo tempo, atuaria em outro expediente na Gazeta.
“Foi um dos questionamentos que fizemos. Como ele cumpre uma carga horária de 40 horas na Prefeitura e também exerce atividades em outro turno?”, indagou o vereador.
Feitoza ressaltou que sua manifestação teve como foco a situação funcional apresentada por ele e não a atuação do veículo de comunicação.
O vereador também negou qualquer tipo de agressão física durante o episódio.
“Não teve agressão. Se você olhar o vídeo, quem o retirou dali foi a própria Paola. Não houve agressão da minha parte nem do presidente Wanderley”, declarou.
O parlamentar afirmou ainda que a situação gerou interpretações divergentes e defendeu que as imagens do momento sejam analisadas para esclarecer os fatos.
Até o momento, a reportagem não teve acesso à versão do jornalista citado, da secretária Paola Carlini ou dos demais envolvidos sobre as declarações apresentadas pelo vereador. O espaço permanece aberto para manifestação das partes mencionadas, em respeito ao contraditório e ao direito de resposta.
















