Declarações polêmicas de Abílio Brunini levam vereador a acionar o STF

STF examina pedido de vereador contra Abílio Brunini por acusações sobre crime organizado

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O Supremo Tribunal Federal (STF) está analisando uma interpelação judicial movida pelo vereador de Cuiabá, Jeferson de Souza Siqueira (PSD), contra o prefeito da capital mato-grossense, Abílio Brunini (PL). A petição, que está sob a relatoria da ministra Cármen Lúcia, questiona declarações públicas feitas por Abílio, nas quais ele teria afirmado que uma organização criminosa estaria interferindo na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá.

Segundo a ação movida pelo vereador, o prefeito fez uma série de declarações ao longo das últimas semanas de dezembro, incluindo entrevistas e discursos públicos, em que insinuou que a facção criminosa Comando Vermelho estaria atuando para garantir a eleição de determinados vereadores na capital. De acordo com as falas de Abílio, essa influência não se restringiria ao processo eleitoral, mas também incluiria tentativas de interferência na escolha da nova Mesa Diretora da Câmara Municipal.

Na petição, Jeferson Siqueira requer que o prefeito forneça esclarecimentos sobre suas declarações, especificando quais informações possui e quais provas tem de que a organização criminosa estaria negociando votos para a eleição do legislativo municipal. Além disso, o vereador solicita que Abílio nomeie os parlamentares supostamente envolvidos e apresente eventuais documentos que sustentem suas alegações.

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Caso as respostas de Abílio não sejam consideradas satisfatórias, Jeferson pede que o prefeito seja processado judicialmente por calúnia, injúria e difamação, crimes previstos no Código Penal.

Nesta quarta-feira (29.01), a ministra Cármen Lúcia determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a interpelação. O posicionamento da PGR será fundamental para definir se a petição terá seguimento e se haverá desdobramentos judiciais contra o prefeito.

A interpelação judicial, por si só, não configura um processo criminal, mas é um instrumento legal utilizado para que uma pessoa seja instada a prestar esclarecimentos sobre afirmações feitas publicamente. Dependendo do parecer da PGR, a questão pode evoluir para uma ação penal contra Abílio Brunini. (com informações VGN)

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