A vereadora Michelly Alencar, filiada ao partido União Brasil, mais uma vez demonstrou estar disposta a colocar os interesses do governador do estado acima do que é realmente melhor para a cidade de Cuiabá. Suas críticas ao prefeito Emanuel Pinheiro, acusando-o de não agir no melhor interesse da cidade ao barrar a implantação do Ônibus de Transporte Rápido (BRT), refletem uma preocupante falta de objetividade e um viés político notável.
O prefeito de Cuiabá, por sua vez, tomou a decisão de optar pelo VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) como uma opção mais moderna e sustentável para a cidade. O VLT é uma alternativa que oferece benefícios significativos, como menor custo de manutenção e vida útil mais longa, três vezes maior do que a de um ônibus a diesel. Além disso, o VLT é ambientalmente amigável, com zero emissões poluentes, contribuindo assim para a qualidade do ar e para a redução da poluição na cidade.
O cerne da controvérsia reside na dúvida sobre se o BRT proposto pelo governo estadual atende aos padrões de um sistema de transporte BRT legítimo. Sistemas de BRT genuínos operam em faixas de rodagem exclusivas para evitar congestionamentos, um critério essencial que parece não ser cumprido pela proposta do governo. Além disso, requisitos básicos como estações com cobrança de tarifas fora dos veículos, estações com nível de piso igual ao dos ônibus e prioridade de ônibus nos cruzamentos parecem ser negligenciados na proposta do BRT.
Em vez de questionar os méritos do VLT, a vereadora Alencar deveria se concentrar em representar verdadeiramente os interesses dos cidadãos de Cuiabá. É vital que ela coloque de lado rivalidades partidárias e priorize o que é mais benéfico para a cidade que a elegeu. A busca pela melhor solução de transporte público em Cuiabá deve ser uma prioridade, levando em consideração todas as implicações ambientais, econômicas e de mobilidade, em vez de alimentar disputas políticas que não beneficiam os cidadãos.




















