A Clínica Médica do dr David Uip recorreu da decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que julgou procedente uma apelação movida pela primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, em uma ação de cobrança por serviços médicos durante a internação de sua mãe (já falecida) no Hospital Sírio Libanês, durante a panidemia do coronavírus.
Um juiz de São Paulo havia dado ganho de causa à clínica do médico, em primeira instância, determinando que a Virgínia Mendes, única inventariante da mãe, pagasse R$. 479 mil (com juros e correções) por conta de honorários médicos relativos à internação da mãe.
Mas, o TJSP derrubou a decisão, alegando que houve cobrança indevida da clínica médica.
Agora, em sede de embargos de declaração, a clínica médica do dr David Uip contestou a decisão do TJSP e apresentou novos documentos que comprovariam que os serviços médicos pelo atendimento à mãe de Virgínia, durante a internação, não foram pagos.
A Clínica Médica do dr. David Uip também rechaçou qualquer vínculo do médico David Uip com o Hospital Sírio Libanês. Garante que é incorreta a informação de que houve cobrança irregular, haja vista que ele é diretor do Hospital Rede D´Or e não do Hospital Sírio Libanês, como citou o TJSP no acórdão julgado.
A defesa da clínica também apresentou um documento assinado pelo empresário Luis Antonio Taveira Mendes, filho da primeira-dama de Mato Grosso, comprometendo-se a quitar os serviços médicos da avó durante a internação, de forma particular.

O documento assinado por Luis Antonio aponta o médico Roberto Kalil Filho, que teria sido responsável pela internação da mãe de Virgínia e encaminhamento aos cuidados da clínica do doutor David Uip, segundo argumenta a empresa na ação.
“Por referido Termo de Nomeação de Médico para Internação, a Recorrida foi internada com a contratação do Dr. Roberto Kalil Filho, como “médico responsável pela internação” e se lê expressamente: “(…) Também será de minha responsabilidade o pagamento de honorários de outros médicos que venham a participar do meu tratamento durante o período de internação” – é o caso dos médicos integrantes da equipe do Dr. David Uip, que foram chamados pela equipe do Dr. Roberto Kalil para prestar atendimentos em infectologia à Recorrida”
Uma declaração assinada pelo Hospital Sírio Libanês também foi apresentada no processo, destacando que os pagamentos pelos serviços médicos são feito à parte.
O plano de saúde da mãe de Virgínia cobria apenas a internação.

Agora, a clínica médica de David Uip pede que o acórdão do TJSP seja revisto e que a sentença de primeiro grau seja cumprida.
Os embargos ainda não foram julgados pelo TJSP.

















