A alimentação é um aspecto fundamental da vida humana, mas sua relação com o meio ambiente vai muito além do que colocamos no prato. Segundo o Sustentarea, núcleo de pesquisa e extensão da Faculdade de Saúde Pública da USP, os sistemas alimentares envolvem todos os processos e atores ligados à produção, transporte, distribuição, armazenamento, venda, compra e consumo de alimentos, incluindo perdas e desperdícios.
Vários fatores, como clima, meio ambiente, uso da terra, migrações, dinâmicas socioculturais e políticas, influenciam a criação de um sistema alimentar. No entanto, desde o início do processamento e ultraprocessamento de alimentos, a indústria tem exercido uma grande influência sobre esses sistemas.
Além dos alimentos destinados ao consumo humano, também são produzidos cereais e grãos, como milho e soja, que acabam sendo utilizados na pecuária para a alimentação dos animais. A alta demanda por carne gera uma tensão nos sistemas alimentares, pois exige maior uso da terra para a produção de grãos em larga escala. Isso resulta em desmatamento de florestas para criar pastagens para o gado e na emissão de mais gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global.
Para enfrentar esses desafios, é crucial que aprendamos a tratar a natureza com respeito, retirando dela apenas o que precisamos. Adotar uma alimentação mais natural, sem agrotóxicos e com foco maior em vegetais, é um dos caminhos a seguir. Fortalecer a agricultura familiar e orgânica, comprar legumes e verduras em feiras locais e pressionar governos e autoridades para que cuidem melhor dos nossos sistemas alimentares são ações fundamentais.
A união nessa missão, guiada pela educação alimentar, pode nos conduzir a um sistema alimentar mais justo, a uma população mais saudável e a territórios mais pacíficos. É importante lembrar que cada escolha que fazemos no dia a dia pode ter um impacto significativo no meio ambiente e na sustentabilidade do nosso planeta.
(com informações @institutocomidaecultura)




















