Marcos ocupava cargo no gabinete do deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), exonerou o

Falso terapeuta que atendia crianças em Cuiabá é assessor de Fábio Garcia

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Marcos Roberto Alves Dantas, investigado pela Polícia Civil por suspeita de atuar ilegalmente como terapeuta ocupacional em Cuiabá. O caso ganhou repercussão porque, além de ser apontado como falso profissional da área da saúde, Marcos ocupava cargo no gabinete do deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), exonerou o “terapeuta fake” após escândalo vir à tona.
A exoneração foi publicada após a deflagração de uma fiscalização conjunta realizada na última quinta-feira (18), em uma clínica instalada no bairro Altos do Coxipó. Até então, Marcos atuava como secretário parlamentar ligado ao gabinete de Fábio Garcia, com remuneração bruta de R$ 3.663,85, além de R$ 1.860,44 em auxílios, totalizando R$ 5.524,29 por mês.

A investigação começou após denúncia encaminhada ao Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9). Durante a ação, realizada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), Vigilância Sanitária Municipal e fiscais do conselho profissional, foi constatado que Marcos não possuía formação acadêmica nem registro profissional para atuar como terapeuta ocupacional.

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Segundo as apurações, mesmo sem habilitação legal, ele se apresentava aos pacientes como profissional da área e realizava atendimentos, principalmente voltados a crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Os serviços eram oferecidos em uma estrutura montada em um imóvel residencial.

A Vigilância Sanitária também identificou que o local funcionava sem alvará sanitário e sem outras licenças obrigatórias. Os fiscais apontaram ainda possíveis inadequações na estrutura usada para os atendimentos especializados.

Durante a fiscalização, foram apreendidos documentos relacionados às atividades desenvolvidas na clínica, incluindo uma nota fiscal de R$ 15.360 referente à prestação de serviços de terapia ocupacional. A Polícia Civil também apura a suspeita de que parte dos pacientes atendidos estivesse vinculada a decisões judiciais que determinam o custeio de tratamentos especializados pelo poder público.

O delegado Rogério Ferreira informou que o inquérito busca esclarecer a possível prática de exercício ilegal da profissão e apurar eventuais crimes relacionados à fé pública, uso de documentos falsos e outras infrações que possam surgir no decorrer da investigação.

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Após a repercussão do caso, o gabinete de Fábio Garcia informou que Marcos Roberto Alves Dantas foi exonerado de forma imediata e afirmou que os fatos investigados são de caráter pessoal, sem relação com as funções exercidas no mandato parlamentar.

Até o momento, a defesa de Marcos Roberto Alves Dantas não se manifestou sobre as acusações.

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