Documentos obtidos com exclusividade revelam cenário de precariedade, indícios de má gestão e possíveis irregularidades em contrato com Instituto São Lucas na gestão anterior
A saúde pública de Campo Novo do Parecis enfrenta uma crise estrutural, administrativa e financeira de grandes proporções. Documentos internos e um relatório detalhado obtidos pela reportagem revelam um cenário de graves irregularidades na administração do Hospital Municipal durante o período em que o serviço esteve sob responsabilidade do Instituto São Lucas, na gestão do ex-prefeito Rafael Machado.
O material ao qual a reportagem teve acesso descreve um hospital em condições precárias, com equipamentos sucateados, erros administrativos repetidos, indícios de superfaturamento em contratos, pagamentos questionáveis e uma gestão que ignorou alertas e não adotou as medidas necessárias para garantir o funcionamento adequado da unidade. Essa herança problemática teria sido deixada para a atual administração do prefeito Edilson Piaia.
O relatório aponta, ainda, possíveis casos de desperdício de recursos públicos e irregularidades na prestação de contas, levantando sérias dúvidas sobre a execução do contrato com o Instituto São Lucas. As falhas comprometiam não apenas a transparência, mas a própria qualidade do atendimento à população, que dependia de um hospital com infraestrutura debilitada e gestão ineficiente.
Agora, o desafio recai sobre o prefeito Edilson Piaia. Sua gestão é pressionada a agir com total transparência, expondo publicamente a real situação herdada e apresentando um plano de ação concreto para reverter o quadro. Do contrário, corre o risco de, nas palavras de um assessor ouvido sob condição de anonimato, “pagar uma conta que não é sua”.
A população e entidades locais também cobram uma postura enérgica e investigativa da Câmara Municipal de Vereadores. Espera-se que os parlamentares assumam o compromisso de fiscalizar a fundo o caso, requisitando documentos, convocando responsáveis e apurando as responsabilidades pelo que pode configurar um dos maiores casos de má gestão na história recente do município.
Em resposta às denúncias, a prefeitura municipal emitiu uma nota afirmando que “assumiu uma gestão com passivos em diversas áreas, incluindo a saúde, e que já determinou a abertura de uma auditoria interna para apurar todos os fatos referentes ao contrato anterior”. Já o Instituto São Lucas foi contactado, mas não se manifestou até o fechamento desta edição. (com informações plantãocnp)




















