Em meio a uma série de crises e escândalos que abalam seu governo, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), resolveu mirar no governo federal e atacar programas como a redução do ICMS. A medida, que busca aliviar o bolso dos brasileiros em um momento de dificuldades econômicas, foi duramente criticada pelo governador, que tenta atribuir ao governo federal os impactos na arrecadação estadual.
No entanto, enquanto Mendes foca nesse embate, Mato Grosso enfrenta problemas graves que têm afetado diretamente a população. O estado registrou um alarmante aumento na taxa de feminicídios, fruto de um ambiente cada vez mais permissivo com a violência de gênero. Paralelamente, as flexibilizações das leis estaduais têm piorado a qualidade de vida dos mato-grossenses, seja pela redução da fiscalização ambiental, pelo avanço do desmatamento ou pelo fortalecimento da criminalidade ligada às facções.
Escândalos e desvio de foco
Outro episódio que marcou a gestão de Mauro Mendes foi o escândalo do possível vazamento de informações sigilosas, que culminou na exoneração de um policial militar envolvido em um assassinato antes mesmo de sua prisão. O caso levantou suspeitas sobre a integridade das forças de segurança do estado e a possível interferência política no andamento das investigações.
Diante desse cenário, especialistas em discurso político apontam que a estratégia de Mendes segue um roteiro clássico: atacar o governo federal e criar uma cortina de fumaça para desviar o foco dos problemas internos de sua gestão. Para esses analistas, esse pode ser apenas o começo de uma escalada de ataques às políticas nacionais, com um objetivo claro: construir um ambiente de insegurança que sirva de trampolim para sua possível candidatura ao Senado em 2026.
O futuro dirá
Aos poucos, a narrativa de Mendes se encaixa em um movimento político maior, que visa fortalecer seu nome no cenário nacional, mesmo que às custas da estabilidade do estado. Enquanto isso, a população segue convivendo com o aumento da violência, o desmonte de políticas públicas e os impactos ambientais de uma gestão que tem priorizado o setor econômico em detrimento do social e do ambiental.
Resta saber até quando os mato-grossenses aceitarão essa estratégia de desvio de foco. Como dizem os especialistas, a política é feita de memória – e o tempo será o grande juiz dessa disputa.





















