O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), foi afastado de suas funções, por seis meses, após revelações sobre um suposto rombo na saúde pública. Enquanto isso, um silêncio quase ensurdecedor paira sobre a operação “Espelho”, onde médicos são acusados de condutas chocantes, como recolher pacientes nas ruas para preencher leitos de UTI, enquanto zombavam das vítimas.
É lamentável testemunhar essa disparidade. Como pode haver um peso e duas medidas? Quantas vidas será foram ceifadas devido às ações abomináveis desses profissionais de saúde sem escrúpulos, enquanto nenhum servidor do Estado de Mato Grosso, sequer foi afastado? Denúncia contra a secretária Adjunta da Saúde do Estado nem foi aceita. A impressão é que os médicos empresários fizeram todo esquema sozinho. Licitaram, empenharam e receberam os recursos. É hora de responsabilização e igualdade perante a lei, pois a tragédia da saúde pública não pode ser tolerada nem esquecida, nem no âmbito municipal e nem estadual.
A operação, deflagrada em 2021, investigou o desvio de cerca de R$ 35 milhões do cofres públicos para prestação de serviços de saúde que, conforme a denúncia, não foram prestados ou executados de forma incompleta.
A lei tem que valer para todos. A soicedade não pode ter a sensação de “dois pesos e uma medida”.



















