Os moradores do bairro Wantuil de Freitas, na capital mato-grossense, estão há meses lutando contra o abandono do poder público em relação a um terreno cheio de mato alto, que se tornou foco de animais peçonhentos, insetos e risco de incêndio. Apesar de vários ofícios enviados à Prefeitura de Cuiabá, os pedidos de limpeza não foram atendidos, deixando a comunidade em situação de insegurança e insalubridade.
“Aqui a gente tá abandonado”: reclamação dos moradores
Em vídeo gravado por uma moradora, é possível ver o mato em altura desproporcional, tomando conta de uma área que, segundo os moradores, é de responsabilidade da prefeitura.
“Isso aqui tá causando transtorno: bichos, animais peçonhentos. Coloca em risco não só a segurança, mas também a saúde, né? Olha isso. O mato chegou a uma altura desproporcional”, desabafa moradora.
Ela ainda comenta: “Aqui a gente tá abandonado. Olha a situação que está isso daqui. Isso aqui é área verde, é parte da Prefeitura.”
Riscos à saúde e segurança pública
O matagal, além de servir de abrigo para cobras, escorpiões e ratos, também pode favorecer a proliferação de mosquitos, aumentando o risco de doenças como dengue e leishmaniose. Além disso, em período de seca, a vegetação seca se torna um perigo para incêndios, colocando em risco casas próximas.
Prefeitura não responde a ofícios
Os moradores afirmam que já protocolaram diversos pedidos na prefeitura, mas até agora não obtiveram nenhum retorno. A falta de ação do poder público tem gerado revolta na comunidade, que se sente negligênciada pelas autoridades.
Cobrança por solução imediata
Diante da omissão, os residentes pedem que a LIMPURB, tome providências urgentes para:
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Realizar a limpeza do terreno;
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Manter a área livre de mato alto periodicamente;
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Fiscalizar terrenos abandonados para evitar novos focos de risco.
Enquanto a Prefeitura não age, a população fica exposta a perigos que poderiam ser evitados com um serviço básico de manutenção. A reportagem entrou em contato com a gestão municipal, mas, até o fechamento desta edição, não houve resposta.
O descaso persiste, e o mato – assim como a indignação – só cresce.


















