Enquanto a Polícia Civil batia à porta de vereadores de Cuiabá na manhã desta quarta-feira (30), um personagem-chave do prefeito Abílio Brunini (PL) simplesmente desapareceu: Dilemário Alencar, líder do governo na Câmara Municipal, apagou-se da cena política como quem cai em um dos inúmeros buracos da capital mato-grossense — ironia não tão sutil para um político apelidado nos corredores de “Tatumário”, justamente pela incapacidade de resolver os problemas urbanos da cidade.
Conhecido por seus ataques virulentos à oposição nas redes sociais, Dilemário ficou inexplicavelmente mudo no momento em que sua voz era mais necessária: para explicar como um aliado do governo, o vereador Sargento Joelson, foi alvo da Operação Perfídia, acusado de receber R$ 250 mil em propinade empresários em troca de aprovação de projetos de interesse privado.
A queda da máscara moralista
A investigação, conduzida pela Delegacia de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado, escancarou o que já era sussurrado nos bastidores políticos: o discurso de “gestão séria” do prefeito Abílio Brunini não resiste ao primeiro confronto com a realidade. Mensagens apreendidas pela polícia mostram Joelson negociando vantagens com empresários, com pagamentos rastreados até a conta de um de seus assessores.
Joelson, aliado de primeira hora do prefeito e peça fundamental nas votações mais polêmicas da Câmara, agora figura como réu em um esquema que envolve pelo menos três vereadores — todos da base governista. Enquanto a cidade assiste ao desmonte de mais uma farsa política, o prefeito Abílio mantém um silêncio ensurdecedor. Onde está a prometida “nova política” que ele tanto propagandeou?
O sumiço de Dilemário e a covardia do governo
A ausência de Dilemário Alencar no momento crítico não passou despercebida. Um líder que some quando a crise explode não lidera — foge. Seu desaparecimento só reforça a percepção de que o governo Abílio Brunini é uma casa de cartas, onde cada denúncia derruba mais uma peça da encenação moralista.
Enquanto isso, a população cuiabana, cansada de buracos nas ruas e na ética pública, cobra respostas. O escândalo não só mancha a imagem do governo, mas também enterra de vez a narrativa de que Abílio e seus aliados seriam diferentes da velha política.
O “telhado de vidro” do prefeito não apenas trincou — está se estilhaçando. E quando as peças caírem, quem pagará o preço será, como sempre, o cidadão. (com informações blogdopopo)


















