ABSURDO

Escola estadual “barra”estudante com problemas psicológicos de estudar por usar calça preta

Reprodução Sintep

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O Sintep-MT afirma que exclusão tem sido a bandeira de governo Mauro Mendes nas escolas estaduais 

Em Cuiabá, um incidente na Escola Estadual Estevão Corrêa, localizada no bairro Tijucal, gerou controvérsia e indignação após um estudante ser impedido de entrar na instituição por estar vestindo uma calça preta, em vez da calça azul determinada pelo uniforme oficial do Governo do Estado. A situação, ocorrida na manhã de ontem, ganhou destaque após a mãe do aluno postar nas redes sociais que seu filho, que possui um diagnóstico de problemas psicológicos e faz uso de medicação controlada, foi obrigado a permanecer fora da escola, estudando ao relento enquanto se preparava para uma prova.

A mãe do estudante expressou sua frustração e descontentamento online: “Meu filho estava com calça preta, não deixaram ele entrar, mas outros alunos que também estavam de calça preta, entraram. Isso é desumano. E deixaram meu filho estudando para prova do lado de fora da escola, mas porque deixaram os outros que estavam de calça preta entrarem? Isso é minha indignação”.

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O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) emitiu uma nota se solidarizando com a família do estudante e criticando a ação da escola. Guelda Andrade, secretária de Políticas Educacionais da Sintep-MT e também da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), aconselhou a mãe a procurar o Ministério Público e destacou que “a escola deve ser um lugar de acolhimento e inclusão e não de exclusão.”

Andrade também salientou que, se algo tivesse acontecido com o estudante enquanto ele estava fora da escola durante o horário escolar, a responsabilidade recairia sobre a escola, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e o Governo do Estado.

Por outro lado, a Diretoria Regional de Educação respondeu que o estudante chegou à escola às 8h sem o uniforme completo. Afirmaram que ofereceram a ele a parte faltante do uniforme, mas após o estudante se recusar a trocar a calça, foi convencido pela psicóloga da escola a aguardar na sala da equipe psicossocial até a chegada dos pais. A escola relatou que o incidente foi documentado oficialmente e a mãe foi informada por telefone.

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Este caso ressaltou a rigidez das regras de uniforme e levantou questões sobre igualdade e racionalidade nas políticas escolares, especialmente em relação a estudantes com necessidades especiais

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