Mato Grosso ocupa a preocupante segunda posição no ranking nacional de feminicídios, de acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A taxa alarmante revela um panorama crítico no combate à violência contra a mulher, evidenciando a necessidade urgente de políticas públicas mais eficazes e abrangentes.
Programas Sociais como “Ser Mulher”, de “autoria”da primeira-dama Virgínia Mendes, ja comprovou não ser eficaz para combater esse tipo de problema. Em Mato Grosso, os números são especialmente preocupantes. Em 2023, o estado registrou uma taxa de 4,1 feminicídios por 100 mil habitantes, ficando atrás apenas de Roraima, que lidera o triste ranking.
Especialistas apontam diversas causas para o elevado índice de feminicídios em Mato Grosso. Entre elas, destacam-se a cultura patriarcal enraizada, a desigualdade de gênero e a falta de apoio às vítimas de violência. Além disso, o governo estadual, por sua vez, diz implementar algumas iniciativas para enfrentar o problema. Entre elas, destacam-se a criação de delegacias especializadas no atendimento à mulher e campanhas de conscientização sobre a violência de gênero. No entanto, críticos apontam que essas medidas ainda são insuficientes frente à gravidade da situação porque se torna uma questão cultural de “submissão da mulher”, em um estado “machista”.
A sociedade civil também desempenha um papel crucial na luta contra o feminicídio. Organizações não-governamentais e movimentos feministas têm realizado ações de mobilização e pressão para que o tema seja tratado com a seriedade que merece. No entanto, a mudança de comportamento social e cultural é um processo lento que requer o engajamento de todos os setores da sociedade.
Os dados de feminicídio em Mato Grosso são um lembrete doloroso da violência de gênero persistente no Brasil. A luta para reduzir esses números deve ser uma prioridade, exigindo esforço conjunto do governo, da sociedade civil e de cada cidadão. Apenas com uma abordagem multifacetada será possível transformar essa realidade e garantir um futuro mais seguro para as mulheres mato-grossenses.






















