O jornalista Antero Paes de Barros subiu o tom das críticas contra a gestão do governador Mauro Mendes (União) e o andamento das principais obras de infraestrutura na Baixada Cuiabana. No comentário Preto no Branco, Antero relembrou o histórico de transtornos na região e colocou em xeque o cumprimento de prazos prometidos pelo governo estadual.
O fantasma das obras intermináveis
Antero iniciou cobrando publicamente o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) sobre o prazo de entrega das vias destinadas ao novo sistema de transporte da região metropolitana. “Você acha que o governador Otaviano Pivetta vai cumprir o prazo de entregar a pista onde vai passar o BRT exatamente no dia 30, como ele prometeu e tem reafirmado?“, questionou.
Para o jornalista, o cenário atual é o prolongamento de um pesadelo que se arrasta há mais de uma década. “A grande verdade é a seguinte: desde a Copa do Mundo essas obras estão atormentando a vida da cidade. São praticamente 12 anos de sofrimento”.
O calvário da infraestrutura, segundo a análise, cobrou um preço alto do setor produtivo local.Antero apontou os prejuízos causados pelas obras aos comerciantes de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, ligando o impacto diretamente às decisões do Palácio Paiaguás.
O imbróglio do Portão do Inferno
Ao abordar a crise na rodovia MT-251, na região do Portão do Inferno, Antero rebateu o argumento governamental de que as vistorias e licenças do Ibama seriam o entrave para o início das obras definitivas de contenção. O jornalista classificou as justificativas oficiais como “mentira” e explicou que o plano original do Estado era inviável.
“Eles apresentaram que iam fazer subir com o trator lá em cima do morro e ia de lá para cá tirando o morro. Não deu certo. Os técnicos da universidade avisaram”, apontou. De acordo com Antero, já havia um projeto anteriormente autorizado pelo órgão federal que resolveria o problema sem impactar o turismo de Chapada: “A obra que já estava autorizada pelo Ibama seria fazer o viaduto ali ao lado do Portão do Inferno. Não quiseram fazer. Prejudicaram a população”.
Finalizando o comentário, o jornalista fez duras críticas à representatividade e à qualidade da pavimentação entregue nos últimos anos, afirmando que o Executivo estadual priorizou pequenos grupos econômicos em detrimento da maioria da população.
“Mauro Mendes governou para poucos, governou para uma meia dúzia, prejudicou a grande maioria da população. É um governo que conseguiu fazer asfalto virar farelo. E agora é o governo que está se esfarelando num mar de corrupção. Essa que é a grande verdade”, concluiu.

















