Os atos do gestor municipal vão além do desrespeito verbal: Brunini revogou o ponto facultativo na Quinta-feira Santa e extinguiu o tradicional Peixe Santo, evento que há décadas une religiosidade e cultura popular

Abílio desrespeita Nosso Senhor Bom Jesus de Cuiabá e afronta símbolos sagrados da fé católica

Foto: Rennan Oliveira

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Em um gesto que fere a sensibilidade religiosa e histórica de Cuiabá, o prefeito Abílio Brunini desprezou a devoção secular à figura do padroeiro da cidade durante a missa solene de aniversário, reduzindo o título sagrado “Nosso Senhor Bom Jesus de Cuiabá” a um apelido informal — “Bom Jesus de Cuiabá” —, ignorando seu significado teológico e cultural. Além disso, referiu-se à Catedral Metropolitana, símbolo da fé cuiabana, como mera “matriz”, esvaziando seu valor simbólico.

Os atos do gestor municipal vão além do desrespeito verbal: Brunini revogou o ponto facultativo na Quinta-feira Santa e extinguiu o tradicional Peixe Santo, evento que há décadas une religiosidade e cultura popular. Tais medidas, disfarçadas sob o discurso de modernização, deslegitimam as expressões de fé da população e rompem com um ethos comunitário construído por séculos.

Para historiadores e líderes religiosos, as ações do prefeito representam um ataque à identidade cuiabana, marcada pela síntese entre tradição e espiritualidade. “Não se trata apenas de palavras, mas de um desprezo pela memória coletiva”, afirma o professor e pesquisador João Carlos Ribeiro. Enquanto isso, fiéis lamentam o que chamam de “escárnio à fé” e cobram respeito às raízes que moldaram a capital mato-grossense.

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A gestão Brunini, que promete inovação, agora enfrenta críticas por substituir símbolos sagrados por uma suposta laicidade agressiva — um debate que ultrapassa a esfera administrativa e atinge o coração da cultura cuiabana.

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