Desta vez, o alvo da crítica é a Secretaria Municipal de Obras, que teria firmado novo contrato com suspeitas de superfaturamento por meio de adesão a atas de registro de preços.

VÍDEO: Vereador denuncia novo contrato milionário com indícios de superfaturamento em Cuiabá

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Dídimo Vovô

Após revelar à população cuiabana o contrato de locação de um imóvel no valor mensal superior a R$ 340 mil pertencente a apoiadores de campanha do prefeito Abílio Brunini (PL) e expor salários desproporcionais pagos a vigilantes, que chegam a R$ 11.900 mensais, o vereador Dídimo Vovô (PSB) voltou a denunciar o que classifica como “farra com o dinheiro público”. Desta vez, o alvo da crítica é a Secretaria Municipal de Obras, que teria firmado novo contrato com suspeitas de superfaturamento por meio de adesão a atas de registro de preços.

A denúncia foi feita verbalmente durante a sessão ordinária desta terça-feira (24), na Câmara Municipal de Cuiabá. Ao utilizar a tribuna, Dídimo apresentou documentos que mostram um aumento superior a 400% no valor pago por um mesmo tipo de serviço prestado anteriormente.

O serviço em questão é a limpeza de bueiros com uso de caminhões hidrojato e o chamado “robozinho”, equipamento utilizado para identificar entupimentos nas galerias pluviais da capital. Segundo o parlamentar, anteriormente a locação mensal de um caminhão com essa funcionalidade custava cerca de R$ 32 mil. Com a nova contratação, esse valor saltou para R$ 166 mil por unidade. A Prefeitura teria alugado pelo menos cinco caminhões, o que representa um gasto mensal superior a R$ 720 mil.

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“Não podemos tratar esses valores como normais. A atual gestão, que prometia transparência, abandonou as licitações e tem aderido a atas cujos preços são absurdos se comparados aos contratos de 2024. É inadmissível que esta Casa Legislativa se cale diante de tais números, que apontam para um claro indício de superfaturamento”, criticou o vereador.

Dídimo também informou que apresentará denúncia formal à Câmara e, posteriormente, ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público. “Como fiscalizador do povo, não posso fechar os olhos para isso. Primeiro, foi a ata de R$ 8 milhões, onde cargos administrativos ultrapassam salários de R$ 14 mil, enquanto vigilantes recebem até R$ 11.900 — mesmo sabendo que, na prática, esses profissionais recebem pouco mais de R$ 2.500. Agora, nos deparamos com essa nova contratação de caminhões hidrojato a R$ 166 mil por mês, quando no ano passado o mesmo serviço custava R$ 32 mil. É a institucionalização da farra com recursos públicos”, declarou.

O parlamentar, conhecido por sua postura crítica e fundamentada, tem se destacado como uma voz ativa de oposição, enfrentando a base aliada do prefeito Abílio Brunini com embasamento técnico e documentos. “Contra fatos, não há argumentos”, reforçou.

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Ainda durante a sessão, Dídimo voltou a cobrar providências da Prefeitura quanto ao desmonte da saúde pública municipal. Segundo ele, diversas unidades sofrem com a falta de médicos e equipamentos. O vereador destacou, por exemplo, que o PSF 2, localizado na entrada do bairro Pedra 90, está sem médico desde janeiro, deixando a população desassistida há mais de cinco meses.

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